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04/01/2010 - 22h13

Cuba e Nigéria criticam novas medidas de controle em aeroportos dos EUA

Os governos de Cuba e da Nigéria reclamaram da ampliação das medidas de segurança anunciadas pelos Estados Unidos após a tentativa de atentado em um voo que fazia o trajeto entre Amsterdã e a cidade americana de Detroit, na véspera do Natal.

Os dois países estão na lista de 14 nações que Washington acredita ter ligações com o terrorismo. Pelas novas medidas anunciadas pelo governo americano, os passageiros procedentes desses países estarão sujeitos a maior controle ao tentar desembarcar nos EUA.

No domingo, a Autoridade de Segurança em Transportes dos Estados Unidos informou que as novas regras se aplicam a passageiros que chegam ou passam pela chamada lista de "Estados Patrocinadores do Terrorismo", elaborada pelo Departamento de Estado americano.

Os passageiros de países como Paquistão, Síria, Irã, Sudão, Cuba, Iêmen, Afeganistão, Argélia, Iraque, entre outros, terão suas bagagens de mão revistadas e também serão revistados individualmente por policiais.

'Paranoia' Em resposta ao anúncio das novas medidas, a ministra da Informação da Nigéria, Dora Akunyili, disse à BBC que "não é justo" estigmatizar toda a população do país por causa das ações de um homem.

Ela se referiu ao nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, acusado pelo atentado frustrado.

Já o governo cubano acusou os Estados Unidos de "paranoia antiterrorista", em um comunicado divulgado no jornal oficial Granma.

"Como parte de sua paranoia antiterrorista, o governo dos Estados Unidos anunciou neste domingo o reforço das medidas de segurança nos terminais aéreos do país", diz a nota.

Pressão O presidente americano, Barack Obama, vinha sendo pressionado a impor novas medidas de segurança nops aeroportos desde a prisão do passageiro nigeriano Abdulmutallab.

Obama tinha prometido "agir rapidamente para sanar as falhas" no sistema de segurança.

Abdulmutullab é nigeriano e teria sido treinado por militantes no Iêmen. O governo do Iêmen confirmou que Umar Farouk Abdulmutallab esteve no país entre agosto e o início de dezembro.

Antes de pegar o voo para Detroit, Abdulmutallab embarcou em Gana, fazendo conexão em Lagos, na Nigéria, rumo a Amsterdã.

A correspondente da BBC em Washington Jane O'Brien afirmou que ainda não se sabe se a revista individual, na qual os policiais apalpariam os passageiros, poderia ter impedido o nigeriano de 23 anos de ter embarcado com os explosivos que levava amarrados em seu corpo e que tentou detonar quando o avião, que levava quase 300 pessoas, se preparava para aterrissar.

O anúncio das novas regras de segurança ocorreu no mesmo dia em que os governos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha fecharam temporariamente suas embaixadas em Sanaa, capital do Iêmen, alegando ter recebido ameaças de ataque do grupo Al-Qaeda.

Em uma nota publicada no seu site na internet, a embaixada dos Estados Unidos no Iêmen pediu que os cidadãos americanos tenham cuidado com sua segurança no país.

Poucas horas depois, o ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha anunciou que sua representação na capital iemenita foi fechada devido a "motivos de segurança".

Ambas as embaixadas não disseram quando reabrirão suas portas.

Nesta segunda-feira, a França também anunciou o fechamento de sua missão diplomática no país.

O principal assessor do presidente Obama para segurança nacional e contra o terrorismo, John Brennan, afirmou em uma entrevista à televisão americana que a Al-Qaeda tem "centenas de membros" no Iêmen e tem indicações de que o grupo está planejando um ataque na capital.

Brennan acrescentou as duas embaixadas foram fechadas para "dar ao governo iemenita uma oportunidade para evitar a ameaça e os planos que estão em prática neste momento".

"Sabemos que nossa embaixada, nossos funcionários, são alvo deles (Al-Qaeda), e queremos ter certeza de que fazemos tudo o possível para proteger nossos diplomatas e outros que estão lá", afirmou.

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