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04/01/2010 - 17h35

Embaixadas reforçam segurança em meio a tensão no Iêmen

Diversas embaixadas em Sanaa, capital do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira um reforço na segurança de suas missões diplomáticas em meio ao aumento da tensão no país.

A tensão intensificou-se no Iêmen depois que militantes da Al-Qaeda na Península Arábica, que atuam no país, reivindicaram a responsabilidade por uma suposta tentativa de ataque frustrada contra um avião que seguia da Holanda para os EUA no último dia 25 de dezembro.

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da França anunciou que está restringindo o acesso do público à embaixada francesa após receber ameaças de membros da rede extremista Al-Qaeda na região.

O anúncio acontece um dia depois de Estados Unidos e Grã-Bretanha também terem comunicado que suas representações diplomáticas no país permanecerão fechadas por tempo indeterminado.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão também anunciou que estaria suspendendo os serviços consulares na embaixada em Sanaa, mas outros serviços continuariam funcionando, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Já a Alemanha informou que a segurança em sua missão foi reforçada, mas que a embaixada continuará aberta, enquanto a Espanha também restringiu o acesso à sua representação diplomática.

As autoridades iemenitas também reforçaram as medidas de segurança no aeroporto de Sanaa, assim como em outras embaixadas.

Segundo o analista para assuntos de segurança da BBC, Frank Gardner, há informações não confirmadas de que as embaixadas teriam sido fechadas depois que surgiram notícias de que seis caminhões carregados de explosivos e armas pertencentes às forças iemenitas teriam desaparecido.

Estas informações, no entanto, foram negadas por autoridades britânicas.

Al-Qaeda Além de assumir a autoria pelo atentado frustrado, os extremistas da rede Al-Qaeda também teriam convocado seus partidários atacar os "cruzados" em embaixadas no Iêmen.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou, nesta segunda-feira, que a situação no Iêmen é uma ameaça tanto à estabilidade regional como global e que a missão dos EUA no país será reaberta quando a situação permitir.

Os Estados Unidos foram o primeiro país a anunciar o fechamento de sua embaixada no Iêmen, no último domingo, citando "ameaças" da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA). A medida foi logo seguida pela Grã-Bretanha.

Segurança Ainda nesta segunda-feira, forças de segurança do Iêmen afirmaram ter matado dois militantes extremistas ao norte da capital que teriam feito ameaças à embaixada dos EUA Em setembro de 2008, a embaixada americana no Iêmen foi alvo de um ataque que deixou 19 mortos, incluindo uma mulher americana. O atentado foi atribuído à Al-Qaeda na Península Arábica.

Segundo analistas, as condições de segurança no Iêmen são ainda mais complicadas pela abundância de armas de fogo, além da atuação de insurgentes no norte do país e o movimento separatista no sul.

Para muitos, as possibilidades de o governo central do Iêmen conseguir retomar o controle sobre áreas onde a Al-Qaeda atua parecem remotas, mesmo com o apoio dos EUA.

Também nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram que passageiros vindos de 14 países passarão a sofrer revistas mais rigorosas em aeroportos americanos.

Entre as pessoas que sofrerão mais revistas estão aquelas provenientes de países considerados pelos EUA como patrocinadores do terrorismo, como Cuba, Irã, Sudão e Síria.

Passageiros vindos do Iêmen e da Nigéria, por onde o autor da suposta tentativa de ataque teria passado, também sofrerão maiores restrições, enquanto pessoas vindas de outros países serão checadas aleatoriamente.

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