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05/01/2010 - 18h43

Acusado de atentado frustrado deu informações "úteis" ao FBI, diz Casa Branca

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse nesta terça-feira que o nigeriano acusado de tentar explodir um avião que ia para Detroit no Natal deu "informações úteis" a investigadores do FBI, a polícia federal americana.

Umar Farouk Abdulmutallab foi rendido por alguns dos 278 passageiros e 11 tripulantes do voo 253 da Northwest Airlines, entre Amsterdã e Detroit, no dia de Natal.

Ele sofreu queimaduras durante o incidente, foi preso no desembarque e logo depois indiciado pela tentativa de atentado.

Segundo Gibbs, os interrogadores do FBI passaram diversas horas com Abdulmutallab depois do incidente. O acusado teria fornecido informações "úteis" e que poderiam resultar em ações por parte do governo americano.

No sábado, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a rede Al Qaeda no Iêmen teria treinado e dado as armas ao acusado pelo atentado frustrado.

Antes de pegar o voo para Detroit, Abdulmutallab embarcou em Gana, fazendo conexão em Lagos, na Nigéria, rumo a Amsterdã.

Segurança
O nome de Abdulmutallab, de 23 anos, foi analisado pelo governo americano em novembro, quando o pai dele comunicou à embaixada na Nigéria suas preocupações a respeito do filho.

O nigeriano estava em uma grande lista de monitoramento, com cerca de meio milhão de pessoas na base de dados, a chamada lista Tide (Terrorist Identities Datamart Environment).

Mas o nome nunca foi tirado da lista Tide para uma lista de monitoramento menor de pessoas que precisam passar por revista mais detalhada antes de entrar nos Estados Unidos ou até mesmo são proibidas de embarcar em voos para o país.

Depois da tentativa de ataque, os Estados Unidos anunciaram novas medidas de segurança para passageiros que passam ou partem de uma lista de 14 países. Esses passageiros estariam sujeitos a medidas mais severas como revistas manuais por policiais e inspeções de bagagem de mão.

A lista de países inclui Cuba, Irã, Sudão e Síria, que os Estados Unidos consideram patrocinadores do terrorismo, além de outros dez países - incluindo o Iêmen, onde Abdulmutallab teria recebido treinamento, e a Nigéria, país pelo qual o nigeriano passou em sua viagem para Detroit.

A Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) assumiu a responsabilidade pelo plano de explodir o avião que chegava a Detroit no dia de Natal, o que aumentou a preocupação em relação ao Iêmen, país onde o grupo está baseado.

A Nigéria, por sua vez, afirmou que a sua inclusão na lista é "injusta", e o jornal do governo cubano, o "Granma", afirmou que as novas medidas do governo americano são fruto de uma "paranoia antiterror".

Nesta terça-feira, Obama se reúne em Washington com autoridades do setor de inteligência, segurança e justiça que vão apresentar suas análises sobre a situação no país após a tentativa de ataque contra o avião.

Além disso, o presidente deve apresentar um novo pacote de mudanças no setor de segurança no país. De acordo com uma autoridade do governo americano, a revisão do sistema de segurança tem o objetivo de "melhorar o sistema de lista de monitoramento e a habilidade de evitar futuras tentativas de ataques terroristas".

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