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06/01/2010 - 09h58

Venda de leite contaminado continuou na China, segundo Justiça

Cerca de um ano depois da morte de seis crianças e de outras 300 mil terem ficado doentes por causa de leite contaminado na China, surgiram novas acusações de que a prática continua no país. Procuradores da cidade de Xangai confirmaram nesta quarta-feira à BBC que três executivos de uma fabricante de laticínios na cidade foram acusados de vender leite contaminado com a substância melamina e serão julgados em uma semana. Após o escândalo, o governo chinês havia prometido regular a indústria de laticínios para proteger a população. A mídia estatal chinesa diz, no entanto, que os produtos contaminados da empresa Shanghai Panda Dairy Company Limited foram descobertos depois da suposta destruição de todos os laticínios de 22 companhias, contaminados com a substância tóxica. Contaminação Uma investigação criminal foi instaurada em fevereiro e a empresa Shanghai Panda foi fechada. Mas, segundo o correspondente da BBC em Xangai, Chris Hogg, a população chinesa não foi informada de que melamina havia sido encontrada no leite em pó e no leite condensado da Shanghai Panda e não houve recall dos produtos. Alguns analistas dizem que isso ocorreu porque o governo estava preocupado com os possíveis prejuízos de mais um escândalo para a indústria de laticínios, que lutava para se recuperar dos problemas do ano anterior. Autoridades do governo dizem que o caso de Xangai não tem conexão com o escândalo de 2008, ainda segundo a mídia estatal. O governo também rejeitou acusações de que parte do material contaminado que deveria ter sido destruído acabou escapando e voltando ao mercado. As prisões dos executivos seguem a detenção de outros três diretores de uma empresa na província de Shaanxi, no noroeste da China, há duas semanas. Eles também foram acusados de vender leite contaminado com melamina.

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