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10/01/2010 - 21h29

Seleção do Togo deixa Copa das Nações

A seleção de futebol do Togo partiu de Angola neste domingo à noite, enquanto era realizada a primeira partida da Copa das Nações Africanas.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) confirmou que a equipe havia deixado o país. Na sexta-feira, o ônibus em que o time viajava foi metralhado na região de Cabinda, causando a morte de três pessoas.

Os esforços de última hora para tentar convencer os jogadores a ficar se mostraram infrutíferos. Ao embarcar no avião, o capitão da equipe, Emmanuel Adebayor declarou: "Estamos de luto por nossos mortos. Vamos para casa viver este luto".

O ministro dos Esportes de Togo, Christophe Padumhokou Tchao, que acompanhou a equipe no voo de volta, disse que foram declarados três dias de luto no país.

"Não podemos estar de luto e, ao mesmo tempo, participar de um festival esportivo", disse ele.

O primeiro-ministro togolês, Gilbert Houngbo, repetiu o que havia dito no domingo que a equipe deveria deixar a competição por causa da preocupação com a segurança.

Os rebeldes separatistas da Frente pela Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), que lutam pela independência há várias décadas, mas que em 2006 havia declarado cessar-fogo, assumiram a autoria do ataque.

Abertura da Copa O presidente angolano, Jose Eduardo dos Santos, condenou o ataque na cerimônia de abertura da Copa das Nações, quando foi observado um minuto de silêncio.

Angola começou a partida contra o Mali ganhando de quatro a zero, mas ao fim do jogo, as duas equipes empataram em quatro a quatro.

O motorista, o técnico assistente e o assessor de imprensa da seleção do Togo morreram no ataque contra o ônibus. Vários jogadores ficaram feridos.

Mais cedo, o atacante Adebayor, que joga no Manchester City, na Inglaterra, havia dito que a vida segue em frente e que eles não queriam ser vistos como os que estragaram a competição.

Mas depois de novas consultas com o governo do Togo, ele aceitou a ordem das autoridades.

"Nesta sexta-feira às 14h30 estávamos todos mortos naquele ônibus", disse Adebayor.

"Enviamos nossas últimas mensagens para nossas famílias. Ligamos para nossas famílias para dizer nossas últimas palavras. Eu disse a mim mesmo: 'Se você ainda está aqui, em solo angolano, por que não (jogar)?'." "Mas as autoridades decidiram que deveríamos voltar (para casa), então, vamos voltar." O governo do Togo também pediu a Angola que explique por que eles não foram avisados sobre os perigos de viajar em Cabinda, onde o ônibus foi atacado.

As autoridades angolanas se disseram surpresas pela decisão da equipe togolesa de viajar de ônibus de sua base na República Democrática do Congo.

O presidente da CAF, Issa Hayatou, disse ter recebido garantias do governo angolano de que a segurança seria reformada para todas as equipes em todos os jogos.

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