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11/01/2010 - 14h24

Pesquisa indica aumento do otimismo entre afegãos

O otimismo entre os afegãos sobre o futuro do país está em ascensão, segundo indica uma pesquisa encomendada pela BBC, pela ABC News e pela alemã ARD. Dos mais de 1.500 afegãos entrevistados, 70% disseram acreditar que o Afeganistão está indo na direção certa - um grande aumento sobre os 40% registrados há um ano.

O apoio à presença das tropas americanas no país também teve um aumento, de 63% há um ano para 68% na última pesquisa.

O apoio à presença das tropas da Otan em geral subiu de 59% para 62%.

A pesquisa foi feita em todas as 34 províncias do país em dezembro de 2009.

No levantamento realizado um ano antes, apenas 51% esperavam que a situação geral do país melhorasse e 13% achavam que as condições se deteriorariam.

Mas na última pesquisa, 71% se disseram otimistas sobre a situação do país no próximo ano, e apenas 5% disseram esperar que a situação piore.

Antipatia com o Talebã A pesquisa também indica uma crescente antipatia dos afegãos com relação ao Talebã - 90% disseram querer que o país seja administrado pelo atual governo, contra 6% que disseram preferir um governo liderado pelo Talebã.

O grupo radical islâmico é visto como o maior perigo para o país por 69% dos entrevistados. O Talebã, a Al-Qaeda e as milícias estrangeiras são considerados por 66% como responsáveis pela violência no Afeganistão.

A maioria dos afegãos mantém também uma posição favorável à presença das tropas da Otan e de outros países no Afeganistão.

A pesquisa questionou se as pessoas consideravam bom ou ruim que as tropas lideradas pelos Estados Unidos tivessem entrado no país em 2001 para derrubar o Talebã do poder. Entre os entrevistados, 83% disseram considerar a invasão boa ou quase boa. No ano anterior, 69% haviam expressado essa opinião.

Porém 43% dos entrevistados disseram acreditar que as forças da Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança a força da Otan no Afeganistão), estão em pior situação para evitar as mortes de civis, contra apenas 24% que veem as forças da Otan em melhor condição para evitar mortes.

A pesquisa indicou ainda uma contradição sobre a posição dos afegãos em relação ao tempo que as forças da Isaf deverão permanecer no país - 22% disseram que elas deveriam deixar o país nos próximos 18 meses, e 21% disseram que a permanência deve passar dos 18 meses.

Os afegãos parecem ainda mais positivos sobre as condições gerais de vida e sobre o acesso a eletricidade, atendimento de saúde e empregos do que há um ano.

Por outro lado, os entrevistados consideram a situação de segurança e criminalidade ligeiramente pior, enquanto a situação foi considerada ligeiramente melhor para a liberdade de movimento.

Eleições Apesar de a eleição presidencial do ano passado ter sido marcada por acusações de fraude, 74% dos entrevistados se disseram satisfeitos ou quase satisfeitos com seu resultado.

Além disso, 72% dos afegãos classificaram o presidente Hamid Karzai como excelente ou bom - em comparação com apenas 52% no ano passado - e 60% disseram considerar o desempenho do atual governo como bom ou excelente, contra apenas 10% que disseram considerar o desempenho ruim.

Segundo a pesquisa, os afegãos veem como um dos maiores problemas enfrentados pelo país atualmente a corrupção entre funcionários do governo e policiais.

Entre os pesquisados, 95% identificaram a corrupção como um problema; 76% disseram que era um grande problema e 19% disseram considerar isso como um problema moderado.

A pesquisa foi realizada pelo Centro Afegão para Pesquisas Socioeconômicas e de Opinião, baseado em Cabul.

As entrevistas foram realizadas entre 11 e 23 de dezembro de 2009 com 1.534 pessoas.

Mortes A pesquisa foi divulgada no mesmo dia em que seis soldados da Isaf - entre eles três americanos e um francês - foram mortos em combates no Afeganistão, no maior número de baixas entre as forças internacionais no país em dois meses.

No início do mês, um atentado suicida numa base no leste do país matou sete agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos.

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