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12/01/2010 - 20h52

Comissão inocenta presidente da Guatemala de assassinato

O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, foi inocentado de envolvimento no assassinato de um importante advogado do país, segundo afirmou nesta terça-feira o responsável pela investigação conduzida pelas Naçõs Unidas.

"Nas investigações realizadas até hoje, não encontramos nenhum indício da participação do presidente" no crime ocorrido contra Rodrigo Rosenberg em maio último, disse o investigador da ONU, Carlos Castresana, diretor da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG).

Rosenberg deixou um depoimento gravado em vídeo no qual acusa o presidente, a primeira-dama e outros integrantes do governo por sua eventual morte.

Mas o investigador responsável pelo caso afirmou que o advogado teria contratado assassinos para realizar a execução e que seria, portanto, responsável pela própria morte.

Castresana afirmou que Rosenberg "sabia o que estava fazendo, agiu sozinho, não teve cúmplices".

O investigador afirmou ainda que Rosenberg pediu a ajuda de seus primos para contratar assassinos profissionais. Os primos não sabiam, no entanto, que o próprio advogado seria a vítima.

Ele disse possuir evidência mostrando que Rosenberg comprou dois telefones celulares - um para se comunicar com seus assassinos e outro para deixar ameaças contra si mesmo.

O vídeo No vídeo no qual acusa o presidente, Rosenberg afirmou que sua morte foi decidida devido ao fato de ele ter provas sobre a suposta participação de Colom e de alguns de seus colaboradores próximos no assassinato de um empresário, Khalil Mussa, e de sua filha, Marjorie, no dia 14 de abril de 2009.

Segundo o testemunho do advogado, Mussa, que era membro da direção do Banco de Desenvolvimento Rural (Banrural) da Guatemala, foi assassinado por ter se negado a encobrir "negócios ilegais e milionários, que ocorrem todos os dias" na instituição.

"Se você está vendo este vídeo é porque eu, Rodrigo Rosenberg Marzano, fui assassinado pelo secretário particular da Presidência, Gustavo Alejos, e seu sócio, Gregorio Valdez, com a aprovação do senhor Álvaro Colom e de Sandra de Colom (a primeira dama)", afirmou o advogado na gravação.

O presidente Álvaro Colom afirma que as acusações são "parte de um plano" para desestabilizar o governo.

Apreensão social Carlos Castresana afirmou que o caso provocou apreensão social e está afetando a governabilidade do país.

Ele também será responsável pela investigação do caso junto ao FBI (a polícia federal americana) e pediu ao presidente Colom que "se afaste da investigação" para dar garantias de transparência ao processo.

"É preciso desarticular as estruturas clandestinas que estão operando dentro do poder", afirmou. "Não pedimos renúncias. O que queremos é que a investigação seja transparente", acrescentou.

Em 2008 foram registrados em média 17 assassinatos por dia na Guatemala, que tem uma população de apenas cerca de 13 milhões de habitantes.

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