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12/01/2010 - 06h51

Fora do país desde novembro, presidente nigeriano diz que vai voltar

O presidente da Nigéria, que não é visto publicamente desde novembro, quando viajou à Arábia Saudita para receber tratamento para um problema no coração, afirmou à BBC que espera retomar em breve suas atividades, na primeira entrevista desde então.

Umaru Yar'Adua disse que está se recuperando e que espera fazer um "progresso tremendo" que permita a ele voltar à Nigéria.

Os partidos nigerianos de oposição vêm exigindo informações sobre o verdadeiro estado de saúde de Yar'Adua.

Uma grande manifestação foi convocada para esta terça-feira para protestar contra sua ausência do país por tanto tempo.

Três ações tramitam na Justiça pedindo a transferência do poder para o vice-presidente, Goodluck Jonathan.

Problemas nos rins Além dos supostos problemas cardíacos que levaram Yar'Adua a viajar para receber tratamento na Arábia Saudita, sabe-se que o presidente nigeriano, no poder desde 2007, sofre ainda com problemas nos rins.

Na entrevista à BBC, por telefone, Yar'Adua disse estar se recuperando bem do seu problema de saúde.

"No momento, estou passando por tratamento e estou melhorando com o tratamento. Espero que muito em breve haverá um progresso tremendo, que vai me permitir voltar para casa", disse.

"Espero, neste estágio, agradecer a todos os nigerianos por suas orações pela minha boa saúde, e por suas orações pela nação", afirmou.

"Assim que meus médicos me permitirem, voltarei à Nigéria para retomar minhas funções", completou.

Vácuo Na Nigéria, Yar'Adua enfrenta os rumores de que seu estado de saúde seria crítico e de que ele não teria condições de continuar na Presidência.

Muitos nigerianos temem um vácuo de poder no país, que saiu de uma ditadura militar há apenas dez anos.

A oposição espera ir em passeata nesta terça-feira até a Assembleia Nacional, onde os senadores devem discutir o estado de saúde do presidente.

A manifestação deve contar com líderes opositores importantes e advogados. Entre as personalidades que confirmaram presença estão o prêmio Nobel de Literatura Wole Soyinka e o líder separatista do Biafra, Emeka Ojukwu.

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