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13/01/2010 - 10h00

País mais pobre das Américas, Haiti ainda tentava se recuperar de furacões

País mais pobre das Américas, o Haiti ainda lutava para se recuperar da série de tempestades e furações ocorrida há pouco mais de um ano quando foi atingido pelo terremoto desta terça-feira.

Os fenômenos naturais de 2008 deixaram cerca de mil mortos, mais de 800 mil desabrigadas e causaram prejuízos de mais de US$ 1 bilhão.

Na época, o enviado especial da ONU para o Haiti, Hedi Annabi, estimou que Produto Interno Bruto do país havia caído entre 3% e 4% devido às tempestades.

O Haiti também enfrenta instabilidade política, pobreza e altos índices de violência.

Cerca de 80% da população haitiana vive abaixo da linha da pobreza, com menos de US$ 2 (o equivalente a R$ 4) por dia.

Protestos e violência O Haiti - que importa a maior parte da comida que consome - foi um dos países mais atingidos pela crise alimentar causada pela alta nos preços dos alimentos.

Segundo analistas, a raiz da crise alimentar do Haiti está na combinação de uma agricultura de corte e queima que destruiu várias terras do país - deixando apenas 2% das florestas originais - e a decisão de importar alimentos a partir dos anos 80, quando os preços eram mais atraentes.

O país começou a importar grande quantidade de alimentos principalmente dos Estados Unidos, depois de baixar tarifas de importação após negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial em troca de empréstimos.

O Haiti foi um dos primeiros países a chamar a atenção mundial para crise dos alimentos. A crise gerou uma onda de violentos protestos no país em 2008.

História A instabilidade política no Haiti tem sido uma constante desde os anos de brutalidade dos regimes Duvalier.

François Duvalier (conhecido como "Papa Doc"), que governou de 1957 a 1971, e seu filho Jean-Claude Duvalier (o "Baby Doc"), de 1971 a 1986, são tidos por analistas como dois dos mais violentos governantes da história.

Em 1990, quando foi eleito pela primeira vez, o ex-padre católico Jean-Bertrand Aristide simbolizou uma onda de esperança de que o país estaria finalmente deixando para trás o legado de violência e repressão dos 30 anos de ditadura da família Duvalier.

Mas Aristide acabou sendo retirado do poder por um golpe militar no ano seguinte, voltando ao poder em 94 após intervenção militar dos Estados Unidos.

Em 2004, no entanto, uma revolta derrubou novamente Aristide. Após dois anos de instabilidade social e política, o país realizou novas eleições que levaram o ex-presidente René Preval de volta ao cargo, mas a situação continua delicada no país.

No mesmo ano de 2006 foi criada a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), para ajudar a restabelecer a ordem política no país, sob comando do Brasil.

A Minustah tem cerca de sete mil soldados de 15 países e atualmente o Brasil possui cerca de 1,2 mil militares trabalhando em solo haitiano.

A missão vem tentando combater a violência principalmente em Cité Soleil, bairro de 250 mil habitantes na capital, Porto Príncipe, considerada reduto das gangues armadas mais atuantes da capital haitiana.

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