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13/01/2010 - 17h30

Terremoto mata Zilda Arns e 11 militares brasileiros no Haiti

O tremor de 7 graus na escala Richter que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, na tarde da terça-feira causou a morte da médica sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, além de 11 militares brasileiros que integravam a missão de paz da ONU no país. Ainda não há uma contagem oficial de mortos, mas teme-se que centenas ou até milhares de pessoas possam ter morrido e até 3 milhões de pessoas tenham sido afetadas, segundo a Cruz Vermelha Internacional, no maior terremoto no país em dois séculos. As buscas das vítimas do maior tremor a atingir o Haiti em dois séculos prosseguem nesta quarta-feira. Segundo o Exército, além das vítimas fatais, outros nove soldados brasileiros ficaram feridos e sete continuam desaparecidos. O Brasil chefia a Minustah (Missão de paz da ONU no Haiti), que conta com cerca de sete mil integrantes. Segundo o Ministério da Defesa, 1.266 militares brasileiros servem na força. O sismo deixou um cenário de devastação em Porto Príncipe, destruindo o palácio presidencial, a sede da ONU no país e outros prédios importantes. Zilda Arns Zilda Arns, irmã do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, teria morrido após escombros caírem sobre ela, enquanto caminhava na rua. Ela estava no Haiti em uma missão da organização, participando de encontros com religiosos haitianos, segundo a Pastoral da Criança. O governo brasileiro emitiu uma nota de pesar na qual o presidente Lula lamenta a tragédia no Haiti e a morte de Zilda. "Profundamente consternado com a tragédia que atingiu o Haiti, ao qual nos sentimos vinculados fraternalmente em razão da presença da Força de Paz liderada pelo Brasil, transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e à família das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial à de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa e conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Que Deus dê conforto a todos nesse momento doloroso", afirma a nota assinada por Lula. O presidente decretou três dias de luto pelos brasileiros mortos no Haiti. Ajuda O ministro da Defesa, Nelson Jobim, embarcou nesta quarta-feira rumo ao Haiti, acompanhado do embaixador brasileiro no país, Ygor Kipman. O governo brasileiro deve enviar até a sexta-feira dois aviões com um total de 28 toneladas de alimentos e água para as vítimas do terremoto da terça-feira no Haiti, informou a Agência Brasil. Em uma nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) disse ter disponibilizado um total de oito aviões para ajudar as vítimas do tremor. Segundo o general Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe de Comunicação do Exército, um dos maiores obstáculos agora é o excesso de escombros pelas ruas de Porto Príncipe, que estão inviabilizando o deslocamento de veículos e que a população civil haitiana tem se deslocado "em massa" em direção à base do Comando do Batalhão brasileiro, que foi menos atingida pelos abalos. Segundo ele, essas pessoas estão procurando socorro e auxílio no resgate dos feridos.

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