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14/01/2010 - 13h44

Brasileiro que era o segundo homem da ONU no Haiti continua desaparecido

A Organização das Nações Unidas ainda não sabe o paradeiro do brasileiro Luiz Carlos da Costa, segunda maior autoridade da ONU no Haiti e que está desaparecido desde que um tremor de 7 graus na escala Richter atingiu o país, na última terça-feira.

De acordo como o centro de informações das Nações Unidas para o Brasil, Costa estava na sede da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização do Haiti, na sigla em francês), que fica em um hotel em Porto Príncipe que foi destruído pelo tremor.

Juntamente com ele, estava o chefe da missão da ONU no país, o tunisiano Hédi Annabi, que também está desaparecido.

Na última quarta-feira, o presidente do Haiti, René Préval, chegou a afirmar que Annabi teria morrido em consequência do tremor, mas a ONU não confirma a informação.

O brasileiro e o tunisiano estão entre os mais de 200 funcionários das Nações Unidas que ainda estão desaparecidos no Haiti, de acordo com informações atribuídas a uma porta-voz da organização divulgadas pela agência de notícias Reuters nesta quinta-feira.

Segundo homem Luiz Carlos da Costa tem o cargo de vice-representante do secretário-geral da ONU no Haiti.

Na última quarta-feira, durante uma entrevista coletiva no Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que Costa era o brasileiro que ocupa o mais alto cargo nas Nações Unidas em todo mundo atualmente.

"É uma dor compartilhada. O número dois da chefia da representação civil continua desaparecido. Oficialmente, ele está desaparecido, assim como o chefe da representação, Annabi", disse Amorim.

Nascido em 1949, Costa assumiu o cargo no Haiti em novembro de 2005, após ser indicado pelo então secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Antes disso, Costa já havia servido em missões da ONU na Libéria. Ele trabalha nas Nações Unidas desde 1969, de acordo com o site da organização.

Ainda de acordo com a ONU, ele teria duas filhas.

Brasileiros Segundo o Itamaraty, Costa é o único civil brasileiro desaparecido após o terremoto no Haiti. Há ainda quatro militares brasileiros cuja localização é desconhecida.

Ao todo, foram confirmadas as mortes de 14 militares brasileiros e uma civil, a médica sanitarista Zilda Arns.

A Minustah atua no Haiti desde 2004, e conta com 6,7 mil militares, 1,6 mil policiais, 548 civis estrangeiros, além de 154 voluntários.

Dentre os militares da missão das Nações Unidas, 1.266 são brasileiros.

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