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14/01/2010 - 15h41

Mortos no Haiti podem chegar a 50 mil, diz Cruz Vermelha

Estimativas divulgadas nesta quinta-feira pela Cruz Vermelha haitiana indicam que entre 45 mil e 50 mil pessoas podem ter morrido em consequência do terremoto que atingiu o país na última terça-feira.

Segundo a organização, outras 3 milhões de pessoas teriam ficado feridas ou desabrigadas em razão do tremor. Muitos outros podem ainda estar vivos embaixo de escombros.

"Ninguém sabe com precisão, ninguém pode confirmar um número. Nossa organização acredita que entre 45 mil e 50 mil pessoas morreram", declarou à agência de notícias Reuters Victor Jackson, coordenador assistente da Cruz Vermelha haitiana.

"Nós também estimamos que cerca de 3 milhões de pessoas foram afetadas em todo o país, estando feridas ou desabrigadas", afirmou.

Estimativas O número da Cruz Vermelha é o primeiro a ser divulgado oficialmente. Estimativas sobre o número de mortos seguem desencontradas dois dias depois do tremor.

Na última quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, disse à rede de TV americana CNN que o número de mortos pode chegar a 100 mil.

Já o presidente haitiano, René Préval, afirmou apenas que milhares de pessoas podem ter morrido, sem especificar números.

"Pequeno milagre" A ONU confirmou na manhã desta quinta-feira que quatro membros das forças policiais e 18 militares da missão de estabilização no país morreram no tremor.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também afirmou que outras 150 pessoas que fazem parte da missão das Nações Unidas no país estão desaparecidas.

Segundo ele, na manhã desta quinta-feira, um cidadão estoniano que trabalha na missão da ONU foi resgatado com vida depois de ter ficado soterrado sob quatro metros de escombros.

Ban classificou o resgate como "um pequeno milagre".

Entre os funcionários da ONU que ainda estão desaparecidos está o chefe da missão no país, Hédi Annabi, e o brasileiro Luiz Carlos da Costa, segundo homem no comando da missão no país.

No total, até o momento, foram confirmadas a morte de 14 militares brasileiros e de uma civil, a médica Zilda Arns.

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