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15/01/2010 - 13h00

Caos logístico prejudica ajuda a haitianos

Suprimentos de emergência e equipes de resgate e socorro estrangeiras estão chegando ao Haiti, mas os sobreviventes do sismo que atingiu o país na terça-feira têm afirmado que ainda não começaram a receber ajuda.
  • Arte UOL

    Nome oficial: República do Haiti
    Capital: Porto Príncipe
    População: 9.035.536
    Idiomas: francês e francês crioulo
    Religião: católica, protestante,afro-americanas
    Etnias: negros (95%), mulatos e brancos (5%)
    IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 148º
    Tipo de governo: república presidencialista
    Divisão administrativa: o país é dividido em 10 departamentos


Um motivo disso é a dificuldade logística para levar assistência e gêneros de primeira necessidade aos sobreviventes, já que a infraestrutura do Haiti foi bastante danificada pelo terremoto.

A BBC preparou um resumo dos principais desafios enfrentados pelas equipes estrangeiras para ajudar os haitianos.

Ajuda pelo ar
A primeira dificuldade está no pequeno aeroporto internacional de Porto Príncipe, que está no limite com sua capacidade no limite para dar conta de todo o tráfego de aviões com ajuda, que chegam de vários países.

Com o terremoto, a torre de controle e os radares não estão funcionando, e militares americanos assumiram o controle do tráfego aéreo.

Na quinta-feira, os aviões que chegavam tiveram que circular sobre o aeroporto durante horas, e as aeronaves que deixavam o local não tinham combustível o suficiente, pois o produto está em falta no país.

Ajuda pelo mar
Outra possível entrada em Porto Príncipe, o principal porto da capital haitiana, está fechado para navios de carga devido aos graves danos causados pelo terremoto.

Os Estados Unidos estão enviando três embarcações anfíbias de assalto, vários navios de guerra da Guarda Costeira e o porta-aviões USS Carl Vinson, que vai operar como um "aeroporto flutuante" para operações de ajuda com o uso de seus 19 helicópteros. O porta-aviões deve chegar nesta sexta-feira ao Haiti.

Estradas
As estradas foram bloqueadas pelos escombros e carros esmagados e algumas rotas terrestres foram simplesmente destruídas, o que cortou o acesso das agências de ajuda aos seus armazéns.

Segundo informações, as estradas para a República Dominicana também foram danificadas.

Segurança
O país também está enfrentando problemas no setor de segurança. Estão ocorrendo tumultos, saques e disparos com armas de fogo na capital, junto com tentativas de sequestro de caminhões que levam suprimentos e ajuda.

A FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura, informou que seus armazéns foram saqueados, e algumas equipes de resgate afirmam que foram obrigadas a paralisar os trabalhos durante a noite.

Os cerca de 5,7 mil militares prometidos pelos Estados Unidos terão como principal missão no Haiti o resgate e salvamento, mas poderão ser convocados para manter a ordem no país caso a situação de segurança piore, de acordo com as autoridades.

Governo
O Palácio Presidencial, o Parlamento e muitos prédios do governo desabaram, o que prejudicou ainda mais o já fraco governo central do Haiti.

O Haiti não tem Exército, e sua força policial também entrou em colapso depois do terremoto.

Coordenação
Escritórios de várias agências de ajuda, incluindo da missão de paz da ONU no país, a Minustah, foram danificados e seus funcionários morreram ou estão desaparecidos.

Os cortes na energia elétrica e comunicações ainda são frequentes, o que prejudica ainda mais a coordenação nas operações de ajuda.

Atendimento médico de emergência
Em termos de atendimento médico, a situação também é crítica. Helicópteros estão levando os feridos para hospitais em países vizinhos, pois os hospitais no Haiti não tem os equipamentos necessários para lidar com a gravidade dos casos.

Um navio-hospital dos Estados Unidos deve chegar ao Haiti na próxima semana. Quando ancorar no país, o USNS Comfort será o único hospital funcionando totalmente no país.

Hospitais de campanha foram enviados por vários países como Brasil, Rússia e Israel.

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