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15/01/2010 - 15h30

Cruz Vermelha: 70% dos prédios de Porto Príncipe foram destruídos

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou nesta sexta-feira que cerca de 70% dos edifícios de Porto Príncipe foram destruídos no terremoto que abalou o Haiti na terça-feira.

Em um comunicado divulgado em Genebra, a organização afirmou que pelo menos 15 áreas da capital haitiana foram muito atingidas pelo sismo e pelos tremores menores, que continuam a afetar a região e aumentam ainda mais a ansiedade no país.

O Comitê da Cruz Vermelha inspecionou também várias prisões da capital, locais onde seus representantes visitavam os detentos regularmente para monitorar as condições de vida e tratamento antes do terremoto.

De acordo com a organização, o presídio central da capital foi completamente destruído no tremor, o que significa que até 4 mil prisioneiros escaparam.

A avaliação da Cruz Vermelha sobre os hospitais públicos e privados da capital mostrou que a maioria deles está operando no limite, sem o número necessário de médicos e enfermeiros para lidar com o número crescente de feridos.

A Cruz Vermelha também apurou que a maioria dos hospitais também estaria lotada e não poderia mais aceitar novos pacientes.

Falta de água O comunicado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirma ainda que os hospitais haitianos também foram atingidos pelo problema da falta de água.

Autoridades locais relataram que muitas estações de bombeamento e outras estruturas para o abastecimento não estão funcionando devido à falta de funcionários e do combustível necessário para que os geradores funcionem, já que não há fornecimento regular de energia.

Além disso, parte da tubulação que leva a água aos hospitais também pode ter sido danificada no tremor.

Centenas de milhares de sobreviventes estão acampando em cerca de 40 pontos espalhados por Porto Príncipe, temendo o desabamento de prédios e casas danificados pelo terremoto.

Casas destruídas Cerca de 300 mil pessoas ficaram desabrigadas devido ao terremoto, segundo informações da ONU divulgadas nesta sexta-feira.

A organização afirma que uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto de magnitude 7.

Uma avaliação feita pela missão da ONU no Haiti, com um helicóptero, descobriu que algumas áreas apresentam até "50% de destruição" e muitos prédios desabaram.

"As primeiras estimativas sugerem que cerca de 10% das casas em Porto Príncipe foram destruídas, o que significa cerca de 300 mil pessoas sem casa", afirmou Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.

Porta-aviões Autoridades do Departamento de Defesa dos Estados Unidos informaram nesta sexta-feira que até 10 mil soldados americanos estarão no Haiti até segunda-feira para ajudar nas operações de ajuda e resgate.

O anúncio foi feito depois que o presidente americano, Barack Obama, prometeu apoio total dos Estados Unidos em um telefonema ao colega haitiano, René Préval.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, descreveu a operação como a mais importante missão militar americana no ocidente.

O porta-aviões americano USS Carl Vinson chegou ao Haiti e seus helicópteros já começaram a entregar alimentos em Porto Príncipe. Mais militares americanos, um navio hospital e mais helicópteros devem chegar ao país nos próximos dias.

Nesta sexta-feira, o governo cubano permitiu que os militares dos Estados Unidos usassem seu espaço aéreo para voos com pacientes para outros hospitais. A medida deve reduzir o tempo destes voos em noventa minutos.

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