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15/01/2010 - 01h32

Presidente diz que Haiti já enterrou 7 mil em vala comum

O presidente do Haiti, René Préval, disse na quinta-feira que o país já enterrou 7 mil corpos em uma vala comum.

"Nós já enterramos 7 mil em uma vala comum", disse o presidente no aeroporto de Porto Príncipe ao lado do presidente da República Dominicana, Leonel Fernandez.

A informação foi confirmada ainda pelo primeiro-ministro peruano, Velásquez Quesquen, que está supervisionando os esforços humanitários enviados pelo Peru no aeroporto da capital haitiana. O Peru enviou dois aviões com medicamentos e comida ao Haiti.

"Nas últimas horas, nós enterramos 7 mil haitianos e o governo está pedindo por equipamentos de remoção de terra para limpar os escombros", disse Quesquen em entrevista ao canal de televisão peruano N.

Préval está alojado no aeroporto numa tentativa de priorizar a distribuição da ajuda humanitária que chega ao país.

"Se estou aqui (no aeroporto) é para coordenar a chegada de ajuda médica, de equipamentos, e todo tipo de material e para ajudar", disse.

"Estou muito triste porque muitas pessoas morreram, muitos estão sofrendo. Estou triste porque meu país está passando por uma grande dificuldade. Mas estou feliz em ver que o mundo está conosco, nos ajudando", disse o presidente.

Segundo o correspondente da BBC em Porto Príncipe Nick Davies, ainda o número de corpos nas ruas da capital ainda é grande.

Ele afirmou que a ajuda internacional está chegando ao país, mas há dificuldade na distribuição dos suprimentos e em levar auxílio aos sobreviventes.

Aeroporto
Na quinta-feira, os Estados Unidos assumiram o controle do aeroporto Toussaint L'Ouverture, de Porto Príncipe, para ajudar no descarregamento da ajuda que chega por aviões e helicópteros.

"Assumimos a responsabilidade do controle aéreo. Temos pessoal preparado para ajudar nos descarregamentos", declarou o porta-voz do Departamento de Estado Philip Crowley.

O grande volume de desembarque causou a saturação do aeroporto e do espaço aéreo naa quinta-feira, provocando a suspensão temporária do pouso de aeronaves por diversas horas durante o dia.

"A boa notícia é que agora o aeroporto de Porto Príncipe está funcionando em tempo integral. No entanto, é pequeno e muito limitado, com apenas uma pista e pouco espaço", disse.

Mortos
Apesar do fluxo de ajuda internacional chegando ao país, os haitianos passaram a terceira noite ao relento, desabrigados. Relatos de correspondentes afirmam que muitas pessoas estão morrendo de doenças que poderiam ser tratadas, como ossos fraturados.

Ainda não há uma contagem oficial de mortos, mas a Cruz Vermelha haitiana estima que entre 45 mil e 50 mil pessoas podem ter morrido em consequência do terremoto que atingiu o país na última terça-feira.

Segundo a organização, outras 3 milhões de pessoas teriam ficado feridas ou desabrigadas em razão do tremor. Muitos outros podem ainda estar vivos embaixo de escombros.

"Ninguém sabe com precisão, ninguém pode confirmar um número. Nossa organização acredita que entre 45 mil e 50 mil pessoas morreram", declarou à agência de notícias Reuters Victor Jackson, coordenador assistente da Cruz Vermelha haitiana.

"Nós também estimamos que cerca de 3 milhões de pessoas foram afetadas em todo o país, estando feridas ou desabrigadas", afirmou.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, disse à rede de TV americana CNN que o número de mortos pode chegar a 100 mil.

Já o presidente haitiano, René Préval, afirmou apenas que milhares de pessoas podem ter morrido, sem especificar números.

A ONU confirmou naa quinta-feira as mortes de pelo menos 36 de seus funcionários no Haiti.

Segundo um porta-voz da entidade, David Wimhurst, outros 188 funcionários da ONU permanecem desaparecidos, incluindo o brasileiro Luiz Carlos da Costa - o segundo na linha de comando da ONU no país.

Até o momento, foram confirmadas a morte de 14 militares brasileiros e de uma civil, a médica Zilda Arns. O corpo da fundadora da Pastoral da Criança chega ao Brasil nesta sexta-feira.

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