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21/01/2010 - 23h16

Haiti vai transferir 400 mil pessoas para campos fora da capital

Autoridades no Haiti vão transferir cerca de 400 mil sobreviventes do terremoto que atingiu a capital, Porto Príncipe, para campos improvisados em vilas em outras partes do país.

O ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime disse que inicialmente 100 mil pessoas seriam levadas a 10 campos nas proximidades do subúrbio de Croix Des Bouquets.

Bien-Aime disse que o transporte gratuito seria fornecido para levar cerca de 10 mil pessoas para cada campo que será construído.

Ele não deu prazos para a transferência, mas disse que o trabalho começaria imediatamente.

Ressalva Cerca de meio milhão de pessoas vivem atualmente ao relento em cerca de 447 campos improvisados da capital, segundo a Organização Internacional para Migração (IOM).

Dos 350 campos vistoriados, apenas 179 possuem tendas e somente três, água potável, segundo a IOM.

O órgão da ONU disse estar distribuindo tendas, cobertores e roupa de cama plástica, mas alertou que abrigos menos provisórios vão se tornar uma necessidade em breve.

"As tendas não vão ser apropriadas em maio, quando começa a longa estação chuvosa e depois, com o início da temporada de furacões, mas agora não temos muita opção", disse o chefe da missão da IOM, Vincent Houver.

"É necessário que se discutam métodos de construção melhores com o uso de materiais mais resistentes", completou.

Cerca de 1,5 milhão de moradores de Porto Príncípe ficaram sem teto por causa do terremoto de magnitude 7.0 do último dia 12.

Dívida Pelo menos 75 mil corpos foram enterrados até agora em valas comuns, segundo o governo. Muitos corpos permanecem ainda nas ruas da cidade.

Os Estados Unidos e a ONU afirmam que a distribuição de alimentos e água prossegue mas correspondentes dizem que muitos haitianos ainda não receberam ajuda internacional.

Algumas lojas e mercados reabriram na capital mas os preços vêm subindo e muitos não têm condições de comprar suprimentos.

O Banco Mundial disse que cancelou os pagamentos da dívida haitiana de US$ 38 milhões por cinco anos e estuda meios de cancelá-la definitivamente.

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