UOL Notícias Notícias
 

21/01/2010 - 17h35

Obama anuncia medidas para restringir riscos assumidos por bancos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs nesta quinta-feira uma série de medidas que buscam limitar o tamanho dos bancos americanos e os riscos assumidos por eles.

"Nunca mais os contribuintes americanos serão feitos reféns por bancos grandes demais para quebrar", disse Obama, referindo-se aos bilhões de dólares investidos pelo governo para resgatar grandes bancos no auge da crise financeira mundial.

Pelas regras propostas, os bancos serão impedidos de usar seu dinheiro em transações financeiras arriscadas. Bancos comerciais não poderão, por exemplo, investir em fundos hedge para seu próprio lucro.

"Os bancos não poderão mais se afastar de sua missão, que é servir aos consumidores", afirmou o presidente.

Goldman Sachs
O anúncio ocorre em meio ao crescente descontentamento dos consumidores americanos com instituições financeiras que, apesar de terem recebido ajuda federal, seguem pagando altos bônus a seus executivos.

As declarações de Obama foram feitas no mesmo dia em que o banco de investimentos americano Goldman Sachs, um dos beneficiados pela ajuda do governo, anunciou lucro de US$ 4,95 bilhões no quarto trimestre de 2009, resultado acima do esperado pelo mercado.

No ano todo, o banco registrou lucro líquido de US$ 13,39 bilhões.

O Goldman Sachs distribuiu mais de US$ 16 bilhões em benefícios e bônus para seus funcionários, um aumento de 50% em relação ao ano anterior. Segundo o banco, os gastos nesses benefícios representam 35,8% da receita líquida (US$ 45,17 bilhões), o menor percentual desde 1999.

Regras
As novas medidas fazem parte de uma série de mudanças com o objetivo de fortalecer o sistema financeiro americano e impedir crises futuras.

"O sistema financeiro está mais forte hoje do que um ano atrás, mas ainda opera com as mesmas regras que levaram ao colapso", disse Obama.

Na semana passada, Obama já havia proposto uma nova taxação aos bancos para recuperar US$ 117 bilhões gastos no resgate a instituições financeiras.

Obama reconheceu que há um forte lobby tentando bloquear as mudanças, mas disse que seu governo vai transformar essas propostas em lei.

"Se essas pessoas querem uma briga, estou pronto para brigar", disse.

Logo após o anúncio, ações de alguns dos principais bancos, como JP Morgan Chase e Bank of America, registraram queda na Bolsa de Nova York.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,40
    3,181
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    2,01
    70.011,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host