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22/01/2010 - 13h29

China reclama de críticas dos EUA sobre censura na internet

A China reclamou nesta sexta-feira das críticas feitas pelos Estados Unidos às restrições à liberdade na internet, dizendo que elas podem atrapalhar as relações entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu, disse que os Estados Unidos deveriam "respeitar os fatos" e parar de "fazer acusações sem fundamentos sobre a China".

"Os Estados Unidos criticaram as políticas da China para administrar a internet e insinuaram que a China restringe a liberdade à rede", disse Ma em um comunicado no site do Ministério. "Isso vai contra os fatos e é prejudicial às relações China-Estados Unidos."
Os comentários do Ministério foram feitos depois que, na quinta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a China restringe a liberdade na internet e pediu que Pequim investigue reclamações do site Google de que teria sofrido ataques de hackers originados na China.

Caso Google
Em um discurso em Washington, Clinton afirmou que a internet tem sido uma "fonte de grande progresso" na China, mas que qualquer país com acesso restrito a informação está se arriscando a "se fechar para os avanços do próximo século".

Ela afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem debater questões sobre a liberdade da internet em sua relação com o governo chinês, e pediu uma ação dura contra pessoas e nações que realizam ataques virtuais.

No dia 12 de janeiro, o Google disse que hackers tentaram se infiltrar em contas de seu serviço de email pertencentes a ativistas de direitos humanos chineses, em um "ataque altamente sofisticado" originado na China.

Clinton pediu para que as autoridades chinesas investiguem as queixas do Google e divulgue suas conclusões.

Ela afirmou ainda que países como a Tunísia, o Egito, o Irã, a Arábia Saudita e o Uzbequistão aumentaram sua censura na internet e chegaram a assediar blogueiros.

Reação
O discurso da secretária americana também foi criticado pela imprensa estatal chinesa.

"A campanha dos Estados Unidos pelo livre fluxo de informação em uma internet sem restrições é uma tentativa disfarçada de impor seus valores em outras culturas em nome da democracia", diz editorial do jornal em inglês Global Times.

As autoridades chinesas insistem que o Google e outras empresas de internet estrangeiras são bem-vindos no país, desde que obedeçam às leis e tradições da China.

Quando o Google lançou suas operações na China, com o domínio google.cn, em 2006, ele concordou em censurar alguns temas de buscas, como os protestos da Praça da Paz Celestial em 1989, a independência do Tibete e o movimento Falun Gong - conforme exigido pelo governo chinês.

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