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23/01/2010 - 10h27

Em Bagdá, vice dos EUA tenta reduzir tensões antes de eleições

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reúne neste sábado com líderes do Iraque na capital do país, Bagdá, em uma tentativa de baixar as tensões antes das eleições gerais programadas para o começo de março.

Mais de 500 potenciais candidatos foram desqualificados pelas autoridades eleitorais, supostamente por conta de suas ligações com o banido Partido Baath, de Saddam Hussein.

As desqualificações provocaram polêmica entre os meios políticos iraquianos e preocupações nas autoridades americanas, que temem uma regressão nos esforços de reconciliação entre a maioria xiita que tomou o poder após a queda de Saddam e os sunitas, que esperam ganhar uma representação política mais ampla após as eleições de 7 de março.

Muitos sunitas se disseram ultrajados com as decisões das autoridades eleitorais, dizendo que sua comunidade está sendo marginalizada. Os xiitas, por outro lado, rejeitam tanto a permissão para que ex-integrantes do Baath concorram na eleição quanto a interferência americana na questão.

Preocupação Biden teve seu primeiro encontro do dia com o representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque, Ad Melkert, e se encontraria ainda com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, com o presidente Jalal Talabani e com outros líderes políticos importantes.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir, tanto os Estados Unidos quanto a ONU estão crescentemente preocupados em garantir que as eleições de março tenham credibilidade.

O premiê Maliki, que é xiita, tem se declarado a favor das desqualificações.

Porém Talabani, que é curdo, questionou a legalidade da comissão eleitoral que determinou as desqualificações e pediu à Suprema Corte que se pronuncie sobre a questão.

Para o correspondente da BBC, Biden terá que atuar com cautela, já que particularmente entre os círculos xiitas, a interferência política e a pressão americanas são questões profundamente sensíveis.

Reconciliação Os Estados Unidos desejam que as eleições de março signifiquem um marco para a reconciliação nacional iraquiana e ajudem a reduzir a violência sectária no país, permitindo a retirada das tropas americanas.

Segundo Tony Blinken, assessor para segurança nacional do vice-presidente americano, a missão de Biden não pretende impor nada aos iraquianos.

"Não creio que este é o lugar dos Estados Unidos ou de qualquer outro país resolver este tipo de problemas para os iraquianos", disse Blinken.

"Queremos ser tão úteis quanto os iraquianos queiram que nós sejamos para ajudar a resolver esses problemas. Porque, em última instância, eles são o que impedem um futuro estável e de sucesso para o Iraque", afirmou.

Segundo Blinken, o plano americano de retirar todas suas tropas de combate até agosto, com uma retirada militar total em 2011, está mantido.

Antes da visita surpresa do vice-presidente americano ao Iraque, Talabani afirmou que Biden havia proposto que "as desqualificações sejam suspensas até depois da eleição e que aqueles candidatos que tiverem sido barrados condenem o Partido Baath e prometam agir de maneira democrática".

Apesar de a violência no Iraque ter diminuído nos últimos dois anos, a segurança ainda permanece como um grande problema no país.

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