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23/01/2010 - 19h41

Mãe é condenada por inventar que filho estava doente

Uma mãe britânica foi condenada nesta sexta-feira por submeter o filho à "persistente crueldade" ao fingir que ele estava seriamente doente para ganhar publicidade e dinheiro.

Lisa Hayden-Johnson, de 35 anos, da cidade de Devon, permitiu que o filho fosse até mesmo operado, segundo o tribunal de Exeter.

Ela foi condenada a três anos e três meses de prisão após admitir as acusações de crueldade e atrapalhar o curso da justiça.

Hayden-Johnson submeteu o filho, que hoje tem oito anos e vive em outra parte do país, a um total de 325 ações médicas, como ser alimentado através de uma sonda e ficar confinado a uma cadeira de rodas.

Longa lista
Ela dizia que o filho sofria de uma longa lista de doenças, incluindo diabetes, paralisia cerebral e fibrose cística.

O promotor Andrew Macfarlane disse ao tribunal que a "invenção sádica de sintomas não-existentes" da mãe representava "tortura 24 horas por dia".

Como resultado das ações de Hayden-Johnson, o menino passou por uma série de "intervenções e intrusões físicas", incluindo exames de sangue e tratamentos intravenosos.

Segundo a promotoria, a mãe ganhou atenção nacional como resultado.

Ela descrevia o filho como "a criança mais doente da Grã-Bretanha" e recebeu várias doações em dinheiro e presentes, incluindo dois cruzeiros marítimos.

Ela chegou a levar o filho de cadeira de rodas para conhecer a Duquesa da Cornuália, Camilla Parker-Bowles.

Danos
Macfarlane disse ainda que o menino "estava convencido de que estava crônica e seriamente doente" e que os efeitos que isso terá em longo prazo não estão claros.

O tribunal também ouviu como Hayden-Johnson disse que havia sido sexualmente assediada para evitar que o filho fosse submetido a um exame de diabetes, o que rendeu a acusação de prevenir o curso da Justiça.

Segundo a advogada de defesa, Sarah Munro, sua cliente sofre de um distúrbio que a faz inventar coisas para ganhar simpatia ou atenção.

Ao dar a sentença, o juiz Stephen Wildblood disse que cinco adjetivos podem descrever a ré, "cruel, manipuladora, perversa, confusa e patética".

"Seu filho terá que perceber o fato de que a pessoa que deveria cuidar e nutri-lo ao longo de sua infância estava na verdade o ferindo", disse.

"Sua experiência sob custódia será que as pessoas que são cruéis com crianças são recebidas na prisão como são na sociedade, com enorme rejeição."

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