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09/02/2010 - 19h42

EUA preparam sanções 'significativas' contra Irã, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que os EUA e seus aliados preparam "sanções significativas" contra o Irã depois que Teerã anunciou que iria aumentar o percentual de enriquecimento de seu urânio.

"Nas próximas semanas trabalharemos no desenvolvimento de um regime de sanções significativas para indicar o quanto eles estão isolados da comunidade internacional como um todo", disse Obama a repórteres na casa Branca.

Obama afirmou que a comunidade internacional estaria unida em relação ao "mau comportamento" iraniano.

Segundo ele, apesar de o governo iraniano negar, estaria "claro" que o país trabalha para construir armas nucleares.

As declarações foram feitas após a mídia iraniana afirmar que o país iniciou o processo de enriquecimento de urânio a 20%.

Até agora, o Irã enriquecia urânio em um nível de 3,5%, mas são necessários 20% para o funcionamento do reator nuclear de Teerã, desenhado para produzir isótopos para fins medicinais. Para construir uma bomba atômica, é necessário ter urânio enriquecido em pelo menos 95%.

Mesmo com urânio ainda pouco enriquecido, analistas afirmam que a decisão do governo iraniano deixa o país mais perto da capacidade de se produzir uma bomba nuclear.

Reações O presidente Obama ainda elogiou a reação russa ao anúncio do Irã, mas disse que não está claro se a China apoiará novas sanções.

Nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que o país estava "decepcionado" com a decisão de Teerã.

Segundo Lavrov, a decisão "aumenta as dúvidas sobre a sinceridade" do governo iraniano em relação ao seu programa nuclear, que Teerã diz ser pacífico, e ainda viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O governo chinês, detentor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, pediu para que o órgão discuta a possibilidade de impor novas sanções contra o país.

Já o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, disse que o país não acredita na eficácia de novas sanções.

O chanceler alemão, Guido Westerwelle, disse que novas sanções podem ser necessárias, mas descartou uma ação militar contra o país.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, concordou com a necessidade de se impor sanções mais rigorosas contra o país e disse que a comunidade internacional deve tratar com seriedade a "neutralização" das ameaças impostas pelo país.

Na segunda-feira, mesmo antes do início do processo de enriquecimento, os governos dos Estados Unidos e da França já haviam proposto sanções "mais duras" contra o Irã.

O Conselho de Segurança da ONU já impôs três rodadas de sanções contra o Irã numa tentativa de fazer com que o país paralise todas as atividades de enriquecimento de urânio.

Enriquecimento O chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou que o país iniciou o processo de enriquecimento de urânio a 20% nesta terça-feira, conforme havia sido anunciado no final de semana.

Segundo a agência de notícias estatal Irna, o processo teria começado na usina de Natanz na presença de inspetores internacionais.

Um porta-voz da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que inspetores da organização estiveram presentes em Natanz nesta terça-feira, mas que os primeiros relatórios das atividades devem ser divulgados apenas na próxima semana.

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