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09/02/2010 - 18h54

Itália diz que sua embaixada no Irã foi atacada

O ministro do Exterior italiano, Franco Frattini informou nesta terça-feira que dezenas de pessoas, incluindo membros da milícia pró-governo iraniana Basij, tentaram atacar a embaixada da Itália em Teerã.

Os milicianos, vestidos com roupas civis, atiraram pedras contra o prédio e gritaram "Morte à Itália" e "Morte à Berlusconi", de acordo com as declarações de Frattini em uma audiência do Senado italiano.

A imprensa do Irã informou que um protesto ocorreu, mas não esclareceu se ocorreu algum tipo de violência.

De acordo com correspondentes o protesto pode estar ligado à promessa do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, de apoiar Israel e o pedido de sanções mais severas contra o Irã, durante uma visita do premiê italiano a Jerusalém na semana passada.

Países ocidentais estão pressionando ainda mais o Irã devido ao seu programa nuclear. Nesta semana o governo iraniano anunciou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20%.

A Itália, por sua vez, é o maior parceiro comercial do Irã na União Europeia. Entretanto, a companhia de energia italiana ENI já informou que vai se retirar do país.

Sem danos
Em seu pronunciamento durante uma audiência da comissão do Senado italiano sobre o Irã, Frattini afirmou que cerca de cem manifestantes "hostis" atiraram ovos e pedras contra a embaixada em Teerã e foram impedidos pela polícia de entrar no prédio.

Frattini acrescentou que não houve "danos significativos" ao prédio da embaixada.

"Estamos mantendo contato com a União Europeia" com o objetivo de "expressar a forte preocupação" causada pelo incidente, disse Frattini.

Frattini acrescentou que a Itália cancelou a participação, na quinta-feira, dos eventos que marcam o aniversário da revolução islâmica no Irã.

Segundo a agência iraniana de notícias Fars os manifestantes "condenam as ações do governo (italiano) ao apoiar os rebeldes e interferir com os negócios internos do Irã".

Também ocorreram protestos em frente às embaixadas da França e da Holanda.

A milícia Basij, formada por cerca de 90 mil voluntários é normalmente convocada para acabar com distúrbios por meio da força e esteve envolvida na repressão aos protestos contra a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

O país tem vivido um clima de tensão desde a reeleição de Ahmadinejad.

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