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09/02/2010 - 20h18

Unasul aprova fundo de US$ 100 mi para reconstrução do Haiti

A Unasul (União de Nações Sulamericanas) anunciou a criação de um fundo de US$ 100 milhões que serão destinados à reconstrução do Haiti e poderá contrair uma dívida de US$ 200 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para fortalecer a força-tarefa que o bloco pretende implementar no país caribenho, devastado pelo terremoto.

A decisão foi tomada durante a Cúpula Extraordinária do bloco realizada nesta terça-feira em Quito, Equador, convocada para discutir a crise haitiana e estabelecer um plano para a reconstrução do país.

A criação do fundo de US$ 100 milhões aprovado pelo bloco "financiará os grupos setoriais" que desenvolverão ações de reconstrução nas áreas de infra-estrutura, energia, agricultura, saúde e educação, sob coordenação do governo do Haiti.

"Vocês sabem que a situação é dificil e desesperadora e não podemos maquiar isso (...) é um trabalho titânico (a reconstrução), se trata de um problema político, social e histórico", disse o presidente do Haiti, René Preval em entrevista coletiva, ao final da Cúpula.

Urgência e reconstrução Na abertura da Cúpula, Preval, pediu aos países membros da Unasul especial ênfase na necessidade de reconstrução da infra-estrutura, incluindo pelo menos 200 a 300 km de estradas, para o desenvolvimento agrícola e para a criação de um sistema de saúde no país que foi devastado pelo terremoto em no janeiro.

"Os que possam enviar engenheiros, que enviem, quem puder enviar material (de construção) que mande, o mesmo para os que possam enviar recursos financeiros", disse Preval, na abertura da Cúpula.

Preval pediu ainda o envio de toneladas de sementes e fertilizantes para a agricultura e o reforço imediato da ajuda médica, adiantada por Cuba e Venezuela.

O presidente haitiano reiterou o pedido "urgente" para o envio de barracas para a instalação de acampamentos. Segundo Preval, ao menos 1 milhão de haitianos continuam desabrigados na capital Porto-Príncipe.

Acampamentos A Unasul se comprometeu também em enviar barracas e a criar "acampamentos integrais" que cuidem da alimentação e saúde das pessoas que forem ali instaladas.

"Me preocupa doar as barracas, mas ver também como as pessoas viverão ali. É preciso comida, atendimento médico...", disse Correa, ao pedir aos demais países que se comprometessem com a manutenção dos acampamentos durante pelo menos 6 meses. O tempo de manutenção desses acampamentos, no entanto, não ficou estabelecido na declaração final da Cúpula.

Dívidas A Unasul pede aos países da região e, em especial, os organismos multilaterais que perdoem a dívida externa haitiana, estimada em mais de US$ 1,3 bilhões. Há duas semanas, a Venezuela cancelou a dívida haitiana de US$ 395 milhões.

O bloco também pediu que seus membros eliminem "temporariamente" a cobrança de impostos para a importação de produtos haitianos.

Os chefes de Estado e representantes dos governos também mostraram "preocupação" com a incidência de catástrofes naturais em outros países da região, razão pela qual concordaram em criar uma Secretaria de Prevenção de Riscos, que poderá ser integrada ao Conselho Sulamericano de Defesa.

Ausências O encontro foi esvaziado pela ausência da maioria dos presidentes da Unasul. Além de Preval, convidado especial, e Correa, presidente temporal do bloco, participaram do encontro os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, do Peru, Alan Garcia, do Paraguai, Fernando Lugo e o vice-presidente boliviano Álvaro García Linera.

O Brasil foi representado por Marco Aurélio Garcia, assessor para Assuntos Internacionais da Presidência. Os demais países do bloco foram representados por chanceleres e delegados.

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