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10/02/2010 - 13h48

Ex-presidente Kirchner deixa hospital após cirurgia

O ex-presidente argentino Néstor Kirchner recebeu alta nesta quarta-feira, após ter sido internado no domingo para uma cirurgia de emergência para a retirada de uma placa inflamada na artéria carótida direita.

"Estou muito bem e vou continuar trabalhando pelo país", disse Kirchner, à saída da clínica onde foi operado em Buenos Aires.

A internação do ex-presidente, que governou o país entre 2003 e 2007 e elegeu a esposa Cristina Kirchner como sucessora, teve forte repercussão na Argentina.

Poucos minutos após ele ter sido hospitalizado, vários ministros do atual governo estiveram na clínica para visitá-lo, incluindo os titulares da Economia, Amado Boudou, das Relações Exteriores, Jorge Taiana, e da Defesa, Nilda Garré.

A lista de visitas incluiu ainda os principais governadores do país, como o de Buenos Aires, Daniel Scioli, além de sindicalistas e deputados.

Kirchner é definido por diferentes analistas e pela oposição como o político com maior influência nas decisões do governo de sua esposa. O estado de saúde do ex-presidente foi um dos principais assuntos da imprensa argentina nos três últimos dias.

Partido Justicialista
O analista político do jornal La Nación, Joaquin Morales Solá, escreveu nesta quarta que o governo de Cristina Kirchner "não pode abrir mão do homem que os guiou com mão firme durante estes sete longos anos" - referência ao período desde que Kirchner assumiu a Presidência até os dias de hoje.

O jornal El Cronista publica, também nesta quarta, que Néstor Kirchner prepara seu retorno para a presidência do maior partido da Argentina, o Partido Justicialista (PJ, peronista). "Na clínica, o ex-presidente conversou com dirigentes políticos para organizar seu retorno à liderança do PJ", diz o texto.

Na véspera, a presidente Cristina Kirchner anunciou, durante um discurso, que o marido estava "muito bem" e que "haverá Kirchner por muito tempo".

Recentemente, o ex-presidente provocou polêmica por ter confirmado que adquiriu US$ 2 milhões em 2008, durante a crise internacional.

Kirchner disse que realizou a operação cambial para comprar um hotel na região da Patagônia, levando a oposição a pedir a reabertura de uma investigação sobre o enriquecimento do casal nos últimos anos.

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