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11/02/2010 - 18h58

África do Sul lembra os 20 anos da libertação de Mandela

Os sul-africanos comemoram nesta quinta-feira o 20º aniversário da libertação de Nelson Mandela da prisão, episódio considerado um marco do fim do regime de segregação entre negros e brancos imposto pela minoria branca no país.

Mandela foi recebido com música por legisladores que participaram de uma sessão especial do Parlamento do país em sua homenagem. Aos 91 anos, o ex-presidente sul-africano hoje raramente participa de eventos públicos.

O atual presidente, Jacob Zuma, disse ao Parlamento que a data "é um dia para celebrar um momento divisor de águas" que mudou a África do Sul.

"Em duas décadas desde sua libertação, nosso país mudou fundamentalmente. O presidente Mandela uniu o país para buscar o objetivo de uma África do Sul democrática, não racista", disse Zuma, afirmando que pretende continuar o legado do ex-presidente.

Reconhecendo os problemas econômicos atuais, ele disse que o governo vem cumprindo a promessa feita no ano passado de criar mais empregos no setor público.

"Indicadores econômicos sugerem que já passamos pelo pior. A atividade econômica está crescendo", disse ele.

Zuma disse que a força policial será aumentada em 10% e tudo está pronto para sediar a Copa do Mundo de futebol.

Exemplo Veteranos da campanha contra o Apartheid refizeram o caminho de Mandela quando ele deixou a prisão Victor Verster, perto da Cidade do Cabo, onde passou os últimos meses dos seus 27 anos de prisão.

A ex-mulher do líder sul-africano, Winnie Mandela, era esperada para liderar a marcha desta quinta-feira, mas um porta-voz disse que ela não apareceu porque seria "doloroso demais".

Mandela foi condenado à prisão perpétua em 1964, acusado de planejar derrubar o governo com uma campanha de violência. Ele cumpriu a maior parte da sentença em uma prisão em Robben Island, na costa da Cidade do Cabo, e depois no Presídio de Pollsmoor.

Durante os anos na prisão, Mandela virou um símbolo internacional de resistência contra o Apartheid.

Em 1990, o governo da África do Sul respondeu à pressão interna e internacional e libertou Mandela, suspendendo ao mesmo tempo a proibição contra a existência do Congresso Nacional Africano (CNA) - partido que lutava contra o Apartheid.

As negociações que se seguiram à libertação de Mandela culminaram na eleição em que ele se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994.

Christo Brand, ex-carcereiro de Mandela, diz que há 20 anos "esperava que não ocorresse derramamento de sangue".

"Tudo funcionou perfeitamente", afirma agora. "E eu conheço a forma como Mandela negocia. Ele estava realmente pensando sobre o outro lado também. Ele não pensa só nos negros do país, mas também nos brancos. E estudou e percebeu os temores dos brancos neste país." Brand diz ainda que Mandela "encontrou uma boa solução para a África do Sul." Em 1991, Mandela tornou-se o líder do CNA e foi presidente da África do Sul entre 1994 e 1999. Sua saída, após um único mandato, foi considerada como um exemplo que fortaleceu a democracia no país.

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