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11/02/2010 - 06h10

Manifestações pró e anti-governo marcam aniversário da Revolução iraniana

O governo iraniano e a oposição do país convocaram grandes manifestações nesta quinta-feira para marcar o 31º aniversário da Revolução Islâmica.

Milhares de simpatizantes do governo se reuniram de manhã na praça Azadi, em Teerã, para acompanhar um discurso do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Há relatos não confirmados de manifestações oposicionistas em Teerã e em Tabriz.

Este é o dia mais importante do calendário político iraniano, e o governo avisou que agirá com firmeza contra qualquer manifestação oposicionista.

Muitos temem que as manifestações possam gerar os maiores confrontos entre partidários do governo e da oposição desde a contestada eleição presidencial de junho, quando Ahmadinejad foi reeleito em uma votação marcada pelas denúncias de fraude.

Nos últimos dias houve relatos de prisões de oposicionistas e de possíveis restrições ao uso da internet no país.

Verde Os líderes oposicionistas Mir Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi convocaram seus simpatizantes a participar de manifestações contra o governo.

Sites anti-governo pediram aos manifestantes que usem roupas ou emblemas verdes - a cor adotada pelo movimento oposicionista após a eleição de 12 de junho do ano passado.

Em antecipação às comemorações desta quinta-feira, o chefe da polícia iraniana, Esmail Ahmadi Moghaddam, disse que a Guarda Revolucionária e a milícia islâmica Basij estão prontas para enfrentar qualquer problema.

"Estamos totalmente preparados para realizar uma comemoração segura e gloriosa", disse ele à agência de notícias oficial Fars.

"Estamos acompanhando de perto as atividades do movimento sedicioso, e várias pessoas que estavam se preparando para atrapalhar as comemorações de 11 de fevereiro foram presas", afirmou.

Controle na internet Em uma indicação de um possível controle do governo iraniano sobre o uso da internet, o Google relatou uma queda abrupta no tráfego de e-mails no Irã, apesar de nenhum problema ter sido detectado em sua rede.

"Sempre que encontramos bloqueios nos nossos serviços, tentamos resolver o problema o mais rápido possível", disse a companhia em um comunicado. "Infelizmente, algumas vezes não podemos controlar isso." Uma reportagem do diário americano Wall Street Journal afirmou que a agência de telecomunicações do Irã havia anunciado "uma suspensão permanente dos serviços de e-mail do Google".

Sites como o Twitter e redes de relacionamento social foram usados em larga escala pela oposição iraniana após as eleições de junho, para convocar manifestações e para denunciar supostos abusos das forças policiais.

O governo americano, que na quarta-feira ampliou suas sanções contra o Irã por conta das disputas em relação ao programa nuclear iraniano, disse que qualquer tentativa de restringir a livre circulação de informações no país vai falhar.

"Muralhas virtuais não funcionarão no século 21 de maneira melhor do que os muros físicos funcionaram no século 20", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano P. J. Crowley.

A ampliação das sanções americanas contra o Irã, que atingem a Guarda Revolucionária, foi anunciada após a determinação do Irã de ampliar o enriquecimento de urânio para seu programa nuclear.

O governo iraniano insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos para uso civil, mas os Estados Unidos e outros países ocidentais temem que o Irã esteja buscando o desenvolvimento de armas atômicas.

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