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16/02/2010 - 06h38

Chefe militar do Talebã é capturado no Paquistão, dizem EUA

Um homem descrito como o principal chefe militar do Talebã e número dois do grupo teria sido capturado no Paquistão, segundo afirmaram fontes do Exército dos Estados Unidos, em condição de anonimato, à mídia americana.

Segundo o diário The New York Times, o mulá Abdul Ghani Baradar teria sido capturado em uma operação militar em Karachi há vários dias.

A informação foi confirmada posteriormente por altos oficiais militares, que disseram que Baradar estava fornecendo "informações de inteligência".

"Esta operação é um sucesso enorme", afirmou um alto militar à rede de TV ABC. "É algo muito importante." Negativa Se confirmada a informação, o prisioneiro seria a figura mais importante do Talebã a ser capturada desde a invasão ao Afeganistão liderada pelos Estados Unidos, em 2001.

Sua possível captura ocorre em meio a uma grande ofensiva das tropas da Otan e afegãs contra militantes do Talebã em Marjah, na próvíncia de Helmand, no sul do Afeganistão.

Um porta-voz do Talebã, porém, negou as informações, dizendo que o mulá Baradar ainda está em atividade no Afeganistão, organizando as atividades militares e políticas do grupo.

"Ele não foi capturado. Eles querem espalhar esse boato apenas para desviar a atenção das pessoas sobre suas derrotas em Marjah e confundir o público", disse o porta-voz Zabihullah Mujahid à agência de notícias Reuters.

Informações Pouco se sabe sobre o mulá Baradar, apenas que ele seria o segundo homem do grupo, atrás apenas em influência ao líder espiritual do grupo, o mulá Muhammad Omar, que está foragido desde os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos comandados pela Al Qaeda, aliada do Talebã no Afeganistão.

Os serviços de inteligência americanos esperam agora que Baradar possa fornecer informações sobre o paradeiro do mulá Omar.

Segundo Mark Mardell, editor da BBC para a América do Norte, o mulá Baradar é "um peixe grande" que administra as operações do Talebã no dia-a-dia, tanto militarmente quanto financeiramente.

Ele alocaria fundos do Talebã, nomearia comandantes militares e desenvolveria táticas militares.

Segundo alguns relatos, Baradar teria pedido aos seus militantes que não entrassem em confronto direto com soldados americanos, mas que usassem táticas de guerrilha.

Ele seria responsável pela tática do Talebã de plantar dispositivos explosivos improvisados ao lado de ruas e estradas.

Publicação retardada Segundo o relato do New York Times, a operação em Karachi que resultou na prisão de Baradar teria sido conduzida pelo serviço de inteligência paquistanês em conjunto com agentes da CIA, a agência de inteligência americana.

O jornal disse ter tomado conhecimento da operação na quinta-feira, mas que retardou a publicação após um pedido do governo americano, que disse que a divulgação da informação poderia comprometer o serviço de inteligência.

Segundo informações da Interpol, o mulá Baradar nasceu em 1968 e serviu como vice-ministro da Defesa do regime do Talebã no Paquistão até sua derrubada pelas forças lideradas pelos Estados Unidos, em 2001.

Ele foi submetido a sanções das Nações Unidas, incluindo a proibição de viagens, um embargo à compra de armas e o congelamento de ativos.

Embora pouco se saiba ao certo sobre o mulá Baradar, em julho de 2009 a revista americana Newsweek teria trocado e-mails com ele, nos quais ele prometia "infligir o máximo de perdas" às forças americanas no Afeganistão.

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