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16/02/2010 - 15h24

Irã ameaça reagir a sanções e fazer com que países se arrependam

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira que a comunidade internacional pode se "arrepender" caso aprove mais sanções contra seu país.

Em uma entrevista coletiva em Teerã, Ahmadinejad afirmou que os outros países devem pensar duas vezes antes de tentar impor limites ao programa nuclear iraniano.

"Qualquer decisão que eles tomem certamente não vai nos causar problemas", disse o líder iraniano. "Não estamos encorajando uma repetição dos erros deles, mas isso não vai nos gerar problemas. Vai causar problemas apenas para eles." "Se alguém faz algo contra o Irã, então nossa resposta não será a mesma do passado, não será um aconselhamento ou explicação", acrescentou. "Nós definitivamente vamos reagir e fazer com que eles se arrependam." Negociações Apesar da declaração agressiva, Ahmadinejad também afirmou que as negociações estão ocorrendo e que a possibilidade de acordo "ainda não foi descartada".

Mais cedo, a Rússia indicou que ainda considera que as sanções podem ser uma alternativa se o Irã não cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU.

"A comunidade internacional precisa ter certeza de que o programa nuclear do Irã é pacífico", afirmou uma porta-voz do Kremlin, Natalya Timakova. "Mas, se essas obrigações (do Irã) não forem cumpridas, então ninguém pode descartar o uso de sanções." Na segunda-feira, o ministro do Exterior da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, afirmou que impor mais sanções contra o Irã, devido ao seu programa nuclear, não será uma solução rápida o bastante para o problema.

O ministro deu a declaração em Riad, junto com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que, mais cedo, afirmou que o Irã está se transformando "em uma ditadura militar".

Turquia A Turquia está mantendo negociações com o Irã sobre a possibilidade de um acordo para determinar o local onde o material nuclear iraniano pode ser armazenado.

Nesta terça-feira, o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu, deve chegar ao Irã para mediar as negociações.

A Turquia é país membro da Otan, e Davutoglu deve tentar fechar um acordo sobre o programa nuclear iraniano envolvendo os países ocidentais e o governo do Irã.

O cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e mais a Alemanha - grupo conhecido como P5 +1 - afirmam que o Irã precisa concordar em trocar seu material nuclear por urânio enriquecido em um processo controlado, se o país quiser continuar com seu programa nuclear.

O Irã, por sua vez, afirma que concorda em trocar seu material nuclear por isótopos nucleares da França, ao invés de enriquecer seu próprio material, mas insiste que essa troca deve ser feita em seu próprio território.

Na semana passada, o governo do Irã anunciou que começou a enriquecer urânio a 20%, mais do que o país jamais tinha conseguido alcançar. E alegou que esse urânio seria para uso hospitalar.

O governo iraniano afirma que seu programa de enriquecimento de urânio tem objetivos pacíficos, como a geração de eletricidade e o uso medicinal da energia nuclear.

As potências ocidentais, no entanto, afirmam ter suspeitas de que o real objetivo seja a construção de armamentos.

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