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16/02/2010 - 18h59

Passaportes de suspeitos de matar membro do Hamas 'eram falsos'

Os passaportes pertencentes aos suspeitos de matar um importante membro do grupo islâmico Hamas em Dubai no mês de janeiro são falsos, de acordo com declarações dos governos britânico e irlandês.

O grupo de dez homens e uma mulher teria assassinado Mahmoud al-Mabhouh em um quarto de hotel em Dubai no dia 20 de janeiro. A polícia daquele país já emitiu mandados de prisão para os suspeitos.

Seis integrantes do grupo tinham passaportes britânicos e foram identificados com os nomes de Jonathan Lewis Graham, James Leonard Clarke, Paul John Keeley, Michael Lawrence Barney, Melvyn Adam Mildiner e Stephen Daniel Hodes.

Outros três suspeitos levavam passaportes irlandeses com os nomes de Gail Folliard, Evan Dennings e Kevin Daveron. Entre os dois restantes, um levava um passaporte alemão no nome de Michael Bodenheimer, e outro, um francês, Peter Elvinger.

Acredita-se que a equipe tenha roubado as identidades de pessoas que realmente existem para pedir os passaportes que foram usados na operação.

"Não conseguimos identificar nenhum daqueles indivíduos como sendo verdadeiros cidadãos irlandeses" afirmou um porta-voz do Departamento de Negócios Exteriores da Irlanda.

O porta-voz disse ainda que os números dos passaportes tinham quantidades de dígitos erradas e não continham letras, como ocorre nos passaportes autênticos.

"Estes passaportes são falsos", afirmou.

O Ministério do Exterior britânico afirmou que acredita que os passaportes britânicos usados em Dubai são falsos e já iniciou sua própria investigação.

"Informamos as autoridades dos Emirados Árabes Unidos (que os passaportes são falsos), e vamos continuar a cooperar com os Emirados neste caso", informou o ministério britânico.

Limpar o nome Um britânico que mora em Israel e tem o mesmo nome de um dos suspeitos, Melvin Adam Mildiner, disse à agência de notícias Reuters que está "assustado e preocupado" e tentando descobrir o que pode ser feito para limpar seu nome.

Mildiner também acrescentou que seu passaporte está com ele e que nunca esteve em Dubai.

O Ministério do Exterior francês também afirmou que "não conseguiu confirmar a nacionalidade" de Peter Elvinger, de acordo com declaração dada à agência de notícias AFP.

Já as autoridades alemãs informaram que o número do passaporte de Michael Bodenheimer era imcompleto ou errado.

Câmeras de segurança Imagens das câmeras de segurança do hotel onde Mahmoud al-Mabhouh estava hospedado quando morreu mostram os suspeitos entrando no saguão, carregando raquetes de tênis, entrando e saindo de elevadores e até mesmo, segundo autoridades de Dubai, mudando de aparência com disfarces.

Segundo informações, Mabhouh estaria em Dubai para comprar armas para o Hamas.

Em janeiro, o grupo Hamas acusou autoridades israelenses de serem responsáveis pela morte de Mabhouh.

As autoridades de Dubai afirmaram que a equipe parecia ser um esquadrão profissional, provavelmente patrocinado por um governo de outro país.

Segundo o correspondente da BBC para o setor de segurança Gordon Corera, existe a suspeita de que o serviço secreto de Israel, o Mossad, esteja envolvido na morte. O Mossad, de acordo com o correspondente, tem um histórico de assassinatos de seus adversários e também de uso de passaportes falsos.

Em 1997, dois agentes do Mossad que usavam passaportes canadenses tentaram matar um líder do Hamas na Jordânia, Khaled Meshal, quando foram capturados.

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