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17/02/2010 - 09h04

Polícia paraguaia adverte para ação de piratas no rio Paraná

A Polícia Nacional do Paraguai alertou para a existência de piratas no rio Paraná, colocando em alerta os proprietários de embarcações que transportam mercadorias e passageiros através da via fluvial.

A informação foi divulgada pelo comissário Tolentino Espinoza, chefe dos serviços de emergência da polícia na região do Alto Paraná.

"O rio é patrulhado pela Armada Nacional, nós os informamos sobre denúncias de roubo de barcos para serem usados em contrabando de mercadorias ou para assaltar outros barcos e, inclusive, as populações ribeirinhas", disse o comissário Espinoza à BBC Mundo.

O rio Paraná tem 2.570 quilômetros de extensão e marca a fronteira do Paraguai com o Brasil e com a Argentina.

Tanto no Paraguai quanto na Argentina, há diferentes relatos sobre piratas que agem nas águas do rio Paraná, atacando barcos e tomando a carga.

José de Jesús Núñez, proprietário de uma embarcação que transporta mercadoria para a venda, garantiu que conhece pessoas que foram assaltadas no rio. "Eu nunca tive este problema mas vários amigos já foram assaltados", disse Núñez.

Segundo ele, os "piratas" atuam de várias formas: "Algumas vezes roubam as mercadorias, outras assaltam as pessoas que viajam ou que descansam no rio, e há ocasiões em que ficam com os barcos", explicou.

"Há poucos meses, um grupo de delinquentes chegou em uma lancha a uma ilha do Paraná, onde vários casais descansavam, como estavam armados renderam-nos e obrigaram-nos a entregar tudo o que tinham. Levaram algum dinheiro, telefones celular e relógios", disse Núñez.

Mercadorias Mas este relato de um pequeno assalto não se compara ao ocorrido com o rebocador paraguaio Aramí, que, carregado de produtos eletrônicos, foi tomado por 17 piratas.

O grupo, armado com pistolas, dominou a tripulação e descarregou a mercadoria: DVD players, filmadoras e eletrodomésticos.

O barco tinha partido do Paraguai e se dirigia a Montevidéu, no Uruguai, e começou a ter problemas por volta das duas horas da madrugada. Quando os marinheiros estavam ocupados consertando o motor, uma barcaça se aproximou, seus ocupantes abordaram o rebocador e, com armas na mão, dominaram os oito tripulantes paraguaios.

Os ladrões desligaram o rádio, abriram os contêineres com um maçarico, pegaram os artigos e levaram tudo o que puderam para a sua embarcação, partindo em seguida.

Os 17 piratas foram detidos pouco depois mas o ocorrido tornou-se um relato importante no que diz respeito à ação de piratas no rio Paraná.

Outro caso fala em uma lancha com quatro pessoas que foi abordada por quatro criminosos armados. Eles levaram não apenas os pertences dos ocupantes mas também a própria lancha - tudo no valor de cerca de US$ 13 mil.

Dois deputados argentinos que pescavam no meio do rio Paraná, em Corrientes (na Argentina), também se viram sem seu barco, dinheiro e artigos pessoais. Eles foram abordados por três piratas paraguaios armados com facas e pistolas automáticas.

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