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18/02/2010 - 20h12

Interpol põe suspeitos de matar líder do Hamas em lista de procurados

A Interpol anunciou nesta quinta-feira que colocou os nomes dos 11 suspeitos pela morte de um comandante do grupo palestino Hamas em Dubai, no mês passado, na lista de procurados da organização internacional.

A agência publicou fotografias e nomes que estariam sendo usadas de maneira fraudulenta pelos suspeitos para "limitar a capacidade dos acusados de assassinato de viajar livremente usando nomes e passportes falsos. A agência acredita que eles teriam roubado as identidades de pessoas reais e usado os nomes para despistar as autoridades.

A Interpol emitiu ainda uma "notificação vermelha" para capturar os homens. Esse tipo de notificação não é um mandado de prisão internacional, mas ordena que os suspeitos sejam presos dependendo de um pedido de extradição.

"Nós não acreditamos que sabemos a verdadeira identidade desses procurados", disse o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble.

Ele afirmou ainda que espera que o processo de investigação "ajude a estabelecer a inocência dos cidadãos ordinários e até dos países de quem estas identidades foram roubadas e usadas de forma fraudulenta".

Em resposta ao anúncio da Interpol, o chefe da polícia de Dubai, Dahi Khalfan Tamim, pediu à organização a emissão de uma notificação vermelha também para o líder do Mossad, o serviço secreto israelense.

Autoridades de diversas nações ocidentais, como França e Grã-Bretanha, aumentaram a pressão para que Israel divulgue quaisquer informações que possa ter sobre o assassinato de Mahmoud al-Mabhouh em um hotel de Dubai no último dia 20 de janeiro.

Nesta quinta-feira, o governo britânico convidou o embaixador de Israel em Londres para discutir o uso de passaportes britânicos supostamente falsos ou fraudulentos pelos acusados de assassinar o comandante do Hamas.

Além de seis passaportes britânicos, os suspeitos teriam usado ainda três passaportes irlandeses, um da França e um da Alemanha. O nome no passaporte alemão também foi identificado como o de uma pessoa real que vive em Israel.

O governo de Israel, porém, negou que houvesse evidências da participação de seu serviço secreto no assassinato do comandante do Hamas.

Entretanto, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, não chegou a negar formalmente que Israel tivesse participação no crime, seguindo a política de ambiguidade do governo israelense em relação a questões de segurança.

"Não há razão para pensar que foi o Mossad (serviço secreto israelense), e não algum outro serviço de inteligência ou algum outro país que esteja por trás do episódio", afirmou Lieberman.

Circuito interno O líder do Hamas foi morto em um quarto de hotel em Dubai.

A polícia de Dubai divulgou imagens do circuito interno de TV do hotel que mostram os suspeitos disfarçados de turistas, usando perucas e barbas falsas.

Segundo as autoridades locais, o trabalho "foi executado por um time profissional, altamente habilitado para esse tipo de operação".

De acordo com alguns relatos, Al-Mabhouh estaria em Dubai para comprar armamentos para o Hamas.

Segundo a polícia, dois suspeitos palestinos que teriam fugido para a Jordânia também estariam sendo questionados sobre o assassinato.

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