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21/02/2010 - 13h16

Após dissolução, governo holandês confirma retirada do Afeganistão

Um dia após anunciar o colapso da coalizão governista, por conta de desavenças sobre a presença militar do país no Afeganistão, o primeiro-ministro da Holanda, Jan Peter Balkenende, afirmou neste domingo que as tropas holandesas devem se retirar do país até agosto, como previsto.

No sábado, Balkenende anunciou a dissolução do governo após uma reunião de 16 horas que falhou em conseguir um acordo entre os partidos da coalizão governista em relação a um pedido da Otan para que a missão holandesa na província de Uruzgan, no sul do Afeganistão, fosse estendida.

"Se nada tomar seu lugar, ela (a missão em Uruzgan) termina", afirmou Balkenende à TV holandesa.

Cerca de 1.600 militares holandeses participam desde 2006 das forças da Otan no sul do Afeganistão. Desde então, 21 soldados holandeses já foram mortos em Uruzgan.

A retirada holandesa do Afeganistão estava prevista inicialmente para 2008, mas já foi adiada uma vez.

Um porta-voz da Otan disse que a aliança militar dará apoio aos afegãos mesmo se a Holanda confirmar sua retirada.

Ratificação Em outubro do ano passado, o Parlamento holandês havia aprovado uma obrigação da retirada das tropas neste ano, mas a determinação ainda não havia sido ratificada pelo governo.

Dois dos três partidos que formavam a coalizão governista - a Aliança Democrata-Cristã, de Balkenende, e a minoritária União Cristã, eram favoráveis a atender o pedido da Otan para que as tropas holandesas suspendessem os planos de se retirar do Afeganistão em agosto deste ano.

Mas o Partido Trabalhista, o segundo maior da coalizão, se opôs ao pedido e decidiu se retirar do governo.

Com a dissolução do governo, as eleições parlamentares antes previstas para março do ano que vem deverão ser antecipadas.

Isaf O lançamento em 2001 da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) para o Afeganistão foi a primeira operação em terra da Otan fora da Europa.

O secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, disse há seis meses, quando assumiu o cargo, que sua prioridade era a guerra no Afeganistão.

Até junho de 2009, antes do anúncio do envio de reforços pelos Estados Unidos, a Isaf contava com 61 mil militares de 42 países diferentes, incluindo Estados Unidos, Canadá, países europeus, Austrália, Jordânia e Nova Zelândia.

A maioria desse efetivo é de americanos, e no ano passado o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o envio de mais 30 mil soldados do país para o Afeganistão.

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