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21/02/2010 - 11h22

Premiê britânico nega ter maltratado funcionários

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, negou neste domingo relatos publicados pela imprensa local de que ele teria maltratado funcionários e de que teria sido advertido formalmente sobre seus modos.

As afirmações constam de um livro escrito pelo comentarista político Andrew Rawnsley, do jornal dominical The Observer, que neste domingo publicou um trecho da obra, ainda não lançada.

Ramsley cita uma série de incidentes no qual Brown teria agarrado funcionários pela lapela, empurrado e gritado com eles.

Em uma entrevista à TV Channel 4, Brown disse que às vezes diz coisas "no calor do momento", mas afirmou: "Eu nunca bati em ninguém na minha vida".

"Claro que você fica bravo, muitas vezes com você mesmo. Mas tenho muita força de vontade, sou muito determinado", disse.

"Acho que o país precisa de alguém que faça as coisas, que não permita que as coisas fiquem estagnadas e paradas, e todas as manhãs eu acordo com a determinação de fazer o melhor para o meu país", afirmou Brown.

Temperamento explosivo Segundo o comentarista político da BBC Norman Smith, o temperamento explosivo do premiê britânico já é conhecido, mas a maior novidade no relato publicado pela imprensa é de que ele teria sido advertido formalmente por Gus O'Donnell, secretário de Gabinete (cargo mais alto do funcionalismo público britânico).

O extrato do livro de Rawnsley publicado pelo Observer diz que O'Donnell teria aberto uma investigação para apurar o relacionamento do premiê com os funcionários e teria pedido a Brown para mudar seus modos.

Um porta-voz do governo britânico, porém, afirmou que "é categoricamente falsa" a informação de que O'Donnell teria aberto uma investigação sobre o caso.

"Estas acusações maliciosas não têm nenhum fundamento", afirmou o porta-voz.

'Exigente' Um dos mais próximos aliados de Brown no atual governo, o ministro dos Negócios, Peter Mandelson, afirmou em entrevista à BBC que o primeiro-ministro "não maltrata pessoas".

Segundo Mandelson, Brown é "muito exigente com as pessoas", mas não as maltrata.

"Ele sabe o que quer e não gosta de receber um não como resposta de ninguém. De alguma forma, sim, há um grau de impaciência nele, mas o que vocês queriam? Alguém acanhado no comando quando estamos passando por tantas turbulências?", questionou Mandelson.

O ministro relativizou a polêmica como propaganda de marketing para o lançamento do livro. "Eles têm livros para vender, e nós, ao contrário, temos um país para administrar e é o que vamos continuar fazendo", afirmou.

Campanha Os relatos são publicados em meio aos preparativos para o início da campanha para as eleições parlamentares britânicas, que devem ocorrer nos próximos meses.

Uma pesquisa publicada neste domingo pelo jornal The Sunday Times indica que a liderança do opositor Partido Conservador nas intenções de voto caiu de 9 para 6 pontos percentuais sobre o Partido Trabalhista, de Brown, no último mês.

A diferença é a menor desde dezembro de 2008, quando a popularidade do premiê havia subido por conta de suas soluções para evitar o colapso do sistema financeiro britânico durante o auge da crise econômica global.

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