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22/02/2010 - 21h15

Cristina Kirchner nega resposta bélica sobre Malvinas

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta segunda-feira que seu país tem "vocação pacífica" e que a possibilidade de uma resposta bélica à Grã-Bretanha na disputa pelas ilhas Malvinas é "ridícula".

"O episódio recente com a Grã-Bretanha agitou o fantasma de uma eventual ameaça bélica por parte da Argentina. Eu diria que esse é um exercício ridículo, um exercício de cinismo", disse a presidente, em discurso para outros 24 chefes de Estado que participam da Cúpula da América Latina e do Caribe, em Cancún, no México.

Ela disse ainda que as tropas argentinas participam apenas de "missões de paz" e que a Argentina "não invadiu o Iraque ou o Afeganistão", referindo-se à presença militar britânica nesses dois países.

A presidente da Argentina agradeceu o apoio dos países da região à "soberania" de seu país sobre as ilhas "de forma definitiva". "Esse é um exercício de auto-defesa de todos nós", acrescentou.

Disputa A disputa sobre as Malvinas, sob controle britânico desde 1833, já foi objeto de uma guerra em 1982, quando os argentinos foram derrotados após tentarem uma invasão.

O assunto voltou ao centro do debate na semana passada, depois que os britânicos anunciaram intenções de explorar petróleo nos mares daquela região.

O governo argentino diz que a autorização para a exploração de petróleo na região viola sua soberania e impôs restrições à navegação no entorno da ilha, localizada no Atlântico Sul.

Para Cristina Kirchner, o episódio é um "exemplo" do que acontece entre os países em matéria de direito internacional.

"Aqueles com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas podem descumprir sistematicamente suas disposições", disse.

"Enquanto isso, outros países são obrigados a cumpri-las, com pena de serem invadidos militarmente ou de serem declarados países inimigos", disse.

A expectativa é de que o documento final da Cúpula, que deve ser divulgado nesta terça-feira, traga uma menção de "total apoio" à Argentina na disputa com a Grã-Bretanha.

As sessões plenárias desta segunda-feira ocorreram a portas fechadas, restringindo o acesso aos discursos apenas àqueles vazados à imprensa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não discursou.

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