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23/02/2010 - 20h37

Junta militar nomeia civil como premiê no Níger

A junta militar que tomou o poder no Níger após um golpe de Estado nomeou, nesta terça-feira, um civil como primeiro-ministro do país.

Segundo os militares, Mahamadou Danda deverá ajudar a organizar a transição de poder até as eleições, que ainda não foram marcadas.

Danda foi ministro durante o governo de transição que sucedeu o golpe militar de 1999. O período transitório conseguiu levar o país a um pleito eleitoral, vencido pelo atual presidente deposto, Mamadou Tandja.

Tandja foi capturado pelos militares ao lado de outros membros do gabinete de governo na última quinta-feira. A junta que assumiu o poder, autodenominada Conselho Supremo para Restauração da Democracia (CRSD), suspendeu a Constituição do país e dissolveu as instituições estatais.

Mas, no domingo, após uma reunião com representantes de uma missão internacional, os militares prometeram a realização das eleições e a criação de um comitê para reformular a Constituição do país.

Desde então, a junta já nomeou o líder do grupo, o coronel Salou Djibo, como presidente interino. Ele tem poderes para indicar e demitir ministros, inclusive o recém nomeado premiê, Mahamadou Danda.

Segundo o correspondente da BBC para assuntos da África Ocidental Caspar Leighton, ainda não é possível saber quanto poder Danda realmente terá, já que Djibo tem direito de tirá-lo do cargo.

Apesar de terem prometido que levarão o país às eleições, os militares não definiram a data do pleito.

Em entrevista à BBC, Mohamed Barzoum, vice-presidente de um dos partidos políticos mais importantes do país, o PNDS Taraya, disse que espera que o novo pleito seja realizado até o final do ano.

Instabilidade O presidente Mamadou Tandja provocou uma crise política em agosto passado quando alterou a Constituição do país, que é rico em urânio, para permitir que ficasse no poder indefinidamente.

O governo e a oposição vêm mantendo um diálogo intermitente desde dezembro para tentar resolver a crise política do país.

Tandja, ex-oficial do Exército, foi eleito pela primeira vez em 1999 e ganhou novo mandato em uma eleição em 2004.

Seu atual paradeiro é desconhecido, mas acredita-se que os soldados o estejam mantendo em uma base militar no subúrbio de Niamey.

O Níger vem vivendo longos períodos de regime militar desde que ficou independente da França, em 1960.

É um dos países mais pobres do mundo, mas os partidários de Tandja alegam que sua década no poder trouxe um grau de estabilidade econômica.

Em sua gestão, a empresa energética francesa Areva começou a trabalhar na segunda maior mina de urânio do mundo, investindo o que se estima ser US$ 1,5 bilhão no projeto.

A Corporação Nacional de Petróleo da China assinou em 2008 um contrato de exploração de petróleo de US$ 5 bilhões com o país e com duração de três anos.

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