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24/02/2010 - 21h57

Lula nega ter recebido pedido de apoio de dissidentes cubanos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, nesta quarta-feira durante visita a Havana, ter recebido uma carta com um pedido de apoio supostamente entregue por um grupo de dissidentes do regime cubano.

"Eu não recebi nenhuma carta. As pessoas precisam parar com o hábito de fazerem carta, guardarem para si e depois dizerem que mandaram para os outros", disse o presidente brasileiro a um grupo de jornalistas.

"Lamentavelmente já ouvi dizer que eu recebi uma carta pela imprensa, quando na verdade não recebi carta", acrescentou Lula.

De acordo com agências internacionais, o documento teria sido entregue a Lula na terça-feira, na sua chegada a Havana. Na mesma noite, um dos principais presos políticos do país, Orlando Zapata, morreu depois de uma greve de fome que durou 82 dias.

Segundo o presidente, ele "teria conversado" com os dissidentes cubanos, caso eles tivessem pedido.

"Se eles tivessem pedido para conversar comigo, eu teria conversado com eles, qualquer presidente teria conversado com eles. Nós não nos recusamos a conversar", disse.

Lula afirmou ainda que teria pedido para Zapata "parar a greve de fome" se tivessem "falado com ele".

"Quem sabe teria evitado que ele morresse", disse o presidente, acrescentando que "você tem que intermediar quando você é pedido para intermediar".

Fidel O presidente Lula também aproveitou sua passagem por Havana - a quarta desde que tomou posse - para fazer uma visita de cortesia ao ex-presidente Fidel Castro.

"Ele está fisicamente bem, pensando bem as questões da política", disse o presidente brasileiro.

De acordo com Lula, os dois conversaram por duas horas, em um encontro de "velhos amigos".

"Trocamos muitas ideias, discutimos muitos assuntos, cana de açúcar, soja, leite, eletricidade, o que vocês possam imaginar nós discutimos", disse Lula.

Investimentos O presidente brasileiro anunciou, nesta quarta-feira, uma nova rodada de investimentos no porto de Mariel, que fica a 50 quilômetros de Havana.

Além dos US$ 150 milhões que já estavam aprovados, o BNDES aprovou mais US$ 300 milhões em empréstimos para a empresa brasileira Odebrecht, que participa das obras de ampliação do porto.

A expectativa dos dois governos é de que Mariel se torne o maior porto do Caribe, com capacidade para receber navios de grande porte.

Segundo o presidente Lula, o bloqueio a Cuba "não faz mais nenhum sentido e que em algum momento "ele pode cair". "Cuba terá uma capacidade extraordinária de transitar no comércio internacional" , disse Lula.

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