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24/02/2010 - 16h13

Pai e filho separados por ditadura se conhecem após 32 anos

Um argentino cuja mulher foi presa pelo regime militar quando estava grávida de quatro meses finalmente conheceu seu filho, depois de 32 anos.

Abel Madariaga, que é secretário da organização Avós da Praça de Maio, fugiu para o exílio assim que a mulher foi levada, mas ao voltar à Argentina, dedicou sua vida procurando notícias dela e do bebê.

Na semana passada, um teste de DNA realizado em um jovem que procurou ajuda da entidade após ter descoberto que havia sido adotado revelou que ele era o filho desaparecido de Madariaga.

O encontro entre pai e filho ocorreu na terça-feira, em Buenos Aires.

'Vazio' "Ele se parece com a mãe, mas o coitadinho infelizmente herdou uns traços meus", brincou Madariaga. "Assim que entrou pela porta, nos reconhecemos imediatamente".

O rapaz, Francisco, disse sentir que recuperou sua identidade. "Eu sentia um vazio muito grande, que agora desapareceu", afirmou.

Segundo o grupo Avós da Praça de Maio, o oficial do Exército que tinha levado Francisco para casa foi preso na última sexta-feira.

O grupo já encontrou cem jovens que nasceram na prisão de mães perseguidas pelo regime militar e foram criados por famílias de militares.

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