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25/02/2010 - 22h22

Após críticas, Venezuela anuncia saída da Comissão Interamericana de Direitos Humanos

O presidente da Venezuela Hugo Chávez anunciou, nesta quinta-feira, a saída de seu país da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ao qualificar como "infame e indizível " um relatório da organização publicado na véspera com duras críticas ao governo.

"(A Venezuela) vai denunciar o acordo através do qual se inscreveu (...) nessa nefasta Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e sairemos daí então", disse o presidente em entrevista coletiva na sede do governo.

Chávez voltou a acusar a CIDH de ter apoiado o fracassado golpe de abril de 2002 contra ele.

"Essa é a mesma comissão que respaldou a (Pedro) Carmona aqui em 2002. É a ameaça permanente, a tentativa de nos isolar, mas ai estão os resultados", afirmou Chávez, ao fazer referência à decisão dos países da região de levar à Caracas a próxima Cúpula da recém criada Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribe (Celac) que será realizada no próximo ano.

Estados Unidos O presidente venezuelano disse que a CIDH é "uma máfia", um "corpo politizado", que é utilizado "pelo império para agredir" aos demais governos da região.

Chávez afirmou que as críticas a seu país são parte de uma articulação internacional.

"As agressões contra a Venezuela correspondem a um plano, não tenho a menos dúvida e isso coincide com a visita da doutora (Hillary) Clinton pela América Latina, a do chefe da CIA em Bogotá e a provocação (discussão com Álvaro Uribe) lá em Cancún", afirmou.

Na véspera, um relatório da CIDH, que pertence à Organização de Estados Americanos (OEA), disse que na Venezuela ocorrem "sérias restrições" aos direitos humanos. O critica o que consideram como "intolerância política", "falta de independência dos poderes de Estado", "restrições" à liberdade de expressão, violência e impunidade.

Apesar das críticas, a CIDH também destacou os avanções sociais e econômicos registrados no país nos últimos anos.

"A prioridade dada pelo Estado aos direitos econômicos, sociais e culturais (...) constitui uma base importante para a manutenção da estabilidade democrática", diz o documento da CIDH O relatório da comissão foi elaborado sem que seus membros visitassem o país. O governo da Venezuela veta a entrada da CIDH ao país por não ter reconhecido a tentativa de derrocamento de Chávez como um golpe de Estado.

Horas depois do anúncio da disfiliação, Chávez criticou a OEA, ao afirmar que a organização chegará a seu fim, porém, que sua extinção "não se decreta, será fruto do processo histórico", disse Chávez.

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