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25/02/2010 - 11h47

Índia e Paquistão retomam negociações sobre a Caxemira

A Índia e o Paquistão realizaram nesta quinta-feira a primeira reunião formal para negociar a questão da Caxemira desde os ataques contra cidade indiana de Mumbai em novembro de 2008, que deixaram 173 mortos.

A reunião na capital indiana, Nova Délhi, é a primeira entre os dois países em 15 meses. A tensão entre Índia e Paquistão - que já se enfrentaram em duas guerras - voltou a crescer depois dos ataques em Mumbai.

A Índia alegou que militantes baseados no Paquistão do grupo militante clandestino Lashkar-e-Taiba foram responsáveis pelos ataques.

Logo depois do atentado em Mumbai, o Paquistão negou qualquer responsabilidade, mas depois admitiu que os ataques teriam sido parcialmente planejados em seu território.

Nesta quinta-feira, a secretária indiana do Exterior, Nirupama Rao, afirmou que foram dados "os primeiros passos" para reconstruir a confiança entre os dois países, depois da reunião na capital indiana, Nova Délhi, com seu colega paquistanês Salman Bashir.

Mas, Rao disse a Bashir que o Paquistão precisa se empenhar mais para acabar com as redes de militantes islâmicos em seu território.

"Concordamos em manter contato", afirmou a secretária depois da reunião, sem esclarecer se vai haver outra rodada de negociações.

Pressão Segundo analistas, as negociações de paz entre os dois países foram retomadas apenas devido à pressão dos Estados Unidos e, por isso, poucos esperam grandes mudanças.

A secretária do Exterior indiana afirmou que seu país encara as negociações com a "mente aberta, totalmente consciente da falta de confiança entre os dois países".

Nirupama Rao afirmou que as negociações foram "sinceras" e que houve "boa química entre as duas delegações".

A secretária afirmou que o Paquistão quer retomar o diálogo sobre várias questões importantes, mas a Índia sentiu que ainda não é o momento certo para isso, pois "o clima de confiança ainda precisa ser reestabelecido".

O secretário do Exterior paquistanês, Salman Bashir, dará uma entrevista coletiva em Nova Délhi ainda nesta quinta-feira. Bashir disse a jornalistas, ao chegar na capital indiana, achar "bom voltar".

"Vim para diminuir as diferenças (entre os dois países) e espero um resultado positivo", afirmou.

Décadas de hostilidade Na véspera das negociações, os dois países trocaram acusações a respeito da Caxemira. Guardas indianos na fronteira do território afirmaram que foram disparados tiros contra eles, vindos do lado paquistanês, na quarta-feira. O governo do Paquistão nega as acusações.

Os disparos ocorreram teriam ocorrido na área de Samba, área da Caxemira administrada pela Índia.

A questão da Caxemira é o pivô de décadas de hostilidade entre a Índia e o Paquistão e também a causa de duas das três guerras entre os dois países, desde a independência paquistanesa, declarada em 1947.

Milhares de soldados indianos enfrentam os insurgentes separatistas há duas décadas na região. E uma série de confrontos continuam ocorrendo a chamada Linha de Controle, que separa as áreas da Caxemira administradas pela Índia e pelo Paquistão.

A Índia informou que, na terça-feira, três de seus soldados foram mortos em confronto com militantes a norte de Srinagar. Autoridades informaram que pelo menos dois militantes também foram mortos.

De acordo com o correspondente da BBC em Srinagar Altaf Hussain, este é o maior número de mortos registrado este ano entre as forças indianas em operação na região.

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