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25/02/2010 - 18h19

Lula diz que situação no Haiti é 'pior do que imaginava'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, durante visita ao Haiti, que a situação no país caribenho, que foi devastado por um terremoto no último dia 12 de janeiro, "é mais grave do que imaginava".

As declarações foram feitas depois de Lula, acompanhado pelo presidente haitiano, René Préval, e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter sobrevoado os bairros afetados da capital Porto Príncipe.

Lula disse que o Brasil "já tem feito uma política de solidariedade muito forte" para com o país caribenho, mas que irá fazer "muito mais".

"Depois de ver com meus próprios olhos o que está acontecendo, iremos fazer muito mais. As coisas no Haiti são mais graves do que a gente imaginava", disse.

Durante a visita, o presidente ainda sugeriu que os credores internacionais perdoem toda a dívida externa do país, que segundo ele, chega a US$ 1,3 bilhão.

"Eu disse ao presidente Préval que agora precisamos fazer uma gestão junto a todos os credores do Haiti, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional", disse o presidente brasileiro durante visita à base militar brasileira em Porto Príncipe.

"O Haiti tem um dívida de US$ 1,3 bilhão e é preciso agora que o mundo dê demonstração de que quer ajudar de verdade, anistiando essa dívida", disse.

Ainda de acordo com o presidente brasileiro, o perdão da dívida não vai resolver a necessidade "imediata" do país, mas vai "permitir que o Haiti seja credenciado para restabelecer linhas de crédito".

'Subordinação' O presidente Lula disse ainda que o Brasil vai se "subordinar" à orientação do governo haitiano durante o processo de reconstrução do país.

"Nós nos subordinaremos à orientação do governo do Haiti. É o Haiti que tem que dizer o que quer que a gente faça e como a gente faça. Não é sair do Brasil e chegar aqui e fazer as coisas do jeito que quisermos", disse Lula.

A mesma mensagem já havia sido dada por Lula durante seu discurso, na terça-feira, durante a Cúpula das Américas e do Caribe, no México.

O governo brasileiro tem demonstrado preocupação de que outros países da região interfiram no processo político haitiano durante a reconstrução do país.

"Esse país tem um governo legitimamente eleito pelo voto popular e tudo será feito pelo governo", acrescentou.

O presidente Préval disse que seu governo decidiu suspender a ideia de instalar os desabrigados pelo terremoto em acampamentos no interior do país.

"Percebemos que as pessoas não aceitam se deslocar", disse Préval, referindo-se à estratégia, adotada logo após o terremoto, de estimular a migração de desabrigados.

De acordo com o presidente do Haiti, a prioridade agora são os abrigos e a retirada de entulho.

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