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28/02/2010 - 12h54

Chile calcula prejuízos de terremoto

Um dia após o terremoto que devastou partes de seu território, o Chile começa a contar os prejuízos deixados pela tragédia.

O ministro chileno do Interior, Edmundo Perez Yoma, disse que é difícil fazer uma estimativa precisa do que chamou de "uma catástrofe de grandes proporções".

A companhia de avaliação de riscos americana Eqecat calculou que os prejuízos se situem entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões, equivalentes a algo entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB) chileno.

O sismo de magnitude 8,8 matou pelo menos 300 pessoas, 90% delas em suas casas, segundo as autoridades de emergência chilenas.

Cerca de 1,5 milhões de residências foram danificadas e a polícia está se mobilizando para conter os saques em cidades como Concepción, o centro urbano mais próximo do epicentro (90 km).

A prefeita da cidade, Jacqueline van Rysselberghe, disse que o município ainda não recebeu a prometida e necessária ajuda de Santiago.

Em cidades costeiras, como Talcahuano, perto de Concepción, tsunamis gerados pelo tremor destruíram instalações portuárias e a infra-estrutura próxima do mar.

Em Curicó, a 180 km ao sul de Santiago, cerca de 90% do centro histórico da cidade foi destruído.

Estradas e pontes foram destruídas em todo o país, incluindo na capital chilena. O principal aeroporto do país permanece fechado.

Em Chillán, mais de 200 prisioneiros escaparam depois que o edifício de uma prisão veio abaixo. Após a fuga, cerca de 60% foram recapturados.

Segundo a presidente chilena, Michelle Bachelet, cerca de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo terremoto. Foi o maior tremor registrado no país em 50 anos.

Ajuda humanitária Ainda assim, o Chile não requisitou ajuda humanitária, apesar de ofertas por parte de países, organizações e instituições de caridade ao redor do mundo.

"Qualquer ajuda que chegar sem ter sido necessitada ajuda muito pouco", disse o ministro do Exterior, Mariano Fernández. Na sua opinião, as ofertas poderiam acabar "desviando a atenção" para os socorros do governo.

Analistas econômicos avaliam que, no curto prazo, o terremoto terá impacto na economia chilena, com a debilitação do peso e custos pesados de reconstrução.

Entretanto, as obras podem beneficiar o país no longo prazo. "Os chilenos felizmente têm a economia mais bem gerenciada do hemisfério, e serão capazes de lidar com essa terrível adversidade", disse à agência Reuters o analista da Goldman Sachs Alberto Ramos.

A tarefa ficará para o presidente eleito Sebastián Piñera, que toma posse em duas semanas. "Será um grande desafio e precisaremos de recursos", disse ele.

Resposta rápida Por ora, há uma opinião geral entre os observadores de que a resposta do governo chileno ao terremoto foi rápida.

"Infelizmente, nós, chilenos, temos experiência com terremotos", disse à BBC o embaixador do país em Londres, Rafael Moreno.

"Restauramos os serviços em Santiago e a energia na maior parte do país, mas ainda está problemático em Concepción. Há água potável - um elemento crucial após um terremoto - e estamos cuidando dos feridos." Ele disse que as escolas, que deveriam retomar as aulas na segunda-feira, permanecerão fechadas por "outros quatro ou cinco dias".

"O objetivo é retomar um estado de normalidade o mais rápido possível", disse um dos coordenadores do escritório chileno para emergências, José Abumohor.

Ele disse que o sistema de metrô volta a funcionar aos poucos em Santiago, assim como outros serviços de transporte.

De acordo com Abumohor, as estradas também já são transitáveis, embora desvios ainda sejam necessários.

Mas ainda há relatos de vítimas presas sob os escombros de um prédio que desabou em Concepción.

Além disso, ainda é preciso em fazer chegar ajuda humanitária a muita gente que precisa, como moradores da ilha de Juan Fernandez, onde cinco pessoas morreram.

Para complicar a tarefa, após o terremoto principal, dezenas de "réplicas", ou tremores secundários, atingiram o Chile - incluindo um tremor de magnitude maior que 6 registrado neste domingo.

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