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01/03/2010 - 17h14

Organização internacional amplia evacuação de refugiados da Líbia

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou nesta terça-feira uma ampliação dos esforços para transportar milhares de pessoas que estão tentando deixar a Líbia nas fronteiras do país com a Tunísia e o Egito.

O porta-voz da organização, Jean-Philippe Chauzy, disse em um comunicado que objetivo da ação era aliviar a pressão nas áreas de fronteira e impedir que a situação dos refugiados se torne impossível de administrar.

Devido aos confrontos na Líbia, cerca de 2 mil pessoas estão tentando cruzar a fronteira da Tunísia por hora e aproximadamente 20 mil outros estariam do lado líbio, à espera de uma autorização para entrar na Tunísia. A maioria é de egípcios, mas também há chineses e bengalis - quase todos trabalhadores estrangeiros que viviam na Líbia.

De acordo com Chauzy, os imigrantes refugiados têm necessidade urgente de comida, água e abrigo.

Fronteira com a Tunísia Marc Perzoldt, o chefe da missão da OIM na Tunísia, disse que a fronteira entre os dois países não consegue suportar a quantidade de pessoas que tentam escapar dos conflitos na Líbia.

"Com centenas de imigrantes ainda esperando autorização para entrar na Tunísia, há uma necessidade urgente de descongestionar a área da fronteira, que não tem instalações adequadas para abrigar números muito grandes de pessoas." Segundo a OIM, um grupo de cerca de 1,4 mil egípcios deixou hoje as instalações superlotadas de Ras Adjir, na Tunísia, em direção ao porto tunisiano de Sfax. Eles embarcariam em um navio para Alexandria, no Egito.

Cinco voos especiais também deixariam a Ilha de Djerba, na costa da Tunísia, com 900 pessoas, e outros 2 mil bengalis que partiram em um comboio devem chegar nesta terça-feira a Bangladesh.

Apesar da assistência, refugiados passam fome e frio na fronteira No comunicado, a IOM diz estar prestando assistência também a cerca de mil trabalhadores vietnamitas que chegaram em Ras Adjir na noite da última segunda-feira.

Eles serão transferidos nas próximas horas a um campo de transição montado pela ONU a cerca de 5 quilômetros da fronteira. Segundo a organização, o grupo de refugiados também tem nepaleses, ganeses e nigerinos (cidadãos de Níger).

Fronteira com o Egito Na fronteira da Líbia com o Egito, os trabalhadores também começam a ser levados de volta a seus países.

Um grupo de 126 ganeses embarcou nesta terça-feira em um voo para Acra, em Gana. Outro voo deve sair nas próximas 24 horas, levando 750 trabalhadores de Bangladesh.

Há relatos de que milhares de imigrantes continuam no porto de Benghazi, no leste da Líbia, esperando pela oportunidade de sair do país.

Estima-se que 1,5 milhão de estrangeiros trabalhava na Líbia antes dos tumultos, mas a IOM diz que muitos podem não conseguir sair do país, em meio aos conflitos violentos entre as forças de oposição e o governo do coronel Muamar Khadafi, que está há 41 anos no poder.

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