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02/03/2010 - 23h28

PIB da Venezuela cai 3,3% depois de cinco anos de crescimento

Depois de cinco anos consecutivos de crescimento econômico, a economia da Venezuela se contraiu 3,3% em 2009, de acordo com cifras do Banco Central do país (BCV) anunciadas nesta terça-feira, superando a estimativa inicial do governo que previa uma contração de 2,9%.

A recuperação dos preços do petróleo e a expansão de investimentos no setor produtivo aplicadas a partir do segundo semestre não evitaram a contração de 5,8% do PIB (Produto Interno Bruno) no quarto trimestre de 2009.

Segundo o BCV, o impacto da crise financeira internacional na produção petrolífera foi o principal fator que provocou a primeira recessão no país desde 2003, quando a crise política e o locaute na estatal petroleira levaram a uma queda de 7,7% do PIB.

A instituição financeira também responsabilizou o corte de produção petrolífera acordado pelos países da Opep (Organização de Países Exportadores de Petróleo) como um dos fatores da queda do PIB.

Segundo dados oficiais, a Venezuela se comprometeu em reduzir 364 mil barris diários de sua produção, deixando sua produção do ano passado em cerca de 3 milhões de barris de petróleo diários.

De acordo com o BCV este corte e a queda nos preços do setor - responsável por 92% das divisas que ingressam ao país - provocou uma queda de 7,2% no PIB petroleiro.

Recuperação Por outro lado, o setor não-petroleiro registrou alta de 6,1% em 2009, segundo o BCV. Comércio, água e eletricidade foram os setores que mais cresceram no ano da crise.

O governo prevê reverter a tendência negativa para 2010, com uma pequena alta de 0,5% no PIB.

Em meio à uma crise energética que pode afetar a produção da indústria e comércio, analistas econômicos são mais pessimistas e prevêm mais um ano de recessão para a economia venezuelana - quinto maior exportador mundial de petróleo.

Devido à seca que tem afetado o sistema hidrelétrico, responsável pela geração de 70% de toda a energia da Venezuela, no mês passado, o governo decretou estado de emergência elétrica e institui um plano de racionamento que obriga as indústrias e comércios a economizarem 20% de eletricidade.

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