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04/03/2010 - 01h36

Hillary Clinton diz confiar em boa relação com sucessor de Lula

A secretaria de Estado americana, Hillary Clinton, disse que os EUA confiam na democracia brasileira independente de quem seja eleito presidente este ano.

"Confiamos na democracia brasileira. Qualquer que seja o novo presidente eleito, estou certa de que continuaremos nossa boa relação", completou.

A secretária de Estado disse que o fato de que duas mulheres são prováveis presidenciáveis "é um sinal de avanço" da luta pela igualdade entre os sexos.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira durante um evento na Faculdade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, no qual respondeu perguntas de professores e alunos.

Irã Um dos principais temas discutidos na visita de Hillary ao Brasil foi a posição em relação ao programa nuclear do Irã. Os EUA defendem sanções como forma de pressionar o país enquanto o governo brasileiro se diz contra, apostando em uma solução diplomática.

"Temos o mesmo objetivo, e discutimos (com o presidente Lula e o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim mais cedo em Brasília) a melhor forma de alcançar isso", disse às cerca de 800 pessoas presentes no auditório.

"Os iranianos são livres para ter energia nuclear pacífica mas devem cumprir os acordos internacionais", disse.

"Esperamos conseguir uma resposta unificada no Conselho de Segurança da ONU", completou.

Em relação à candidatura brasileira a um assento permanente no órgão, ela afirmou que "gostaria de ver mudanças no Conselho de Segurança, mas estas coisas levam tempo, são muitos países que precisam ser convencidos", sem dizer se os EUA apoiariam ou não a entrada brasileira Venezuela Hillary falou também que Obama tomou a iniciativa para melhorar a relação dos EUA com a Venezuela mencionando que o presidente americano "apertou a mão de Hugo Chávez".

"Mas existem pontos que nos preocupam. Eles tentam diminuir a atuação da imprensa livre e nacionalizaram várias empresas estrangeiras", disse.

"O resultado é um país produtor de petróleo que sofre com falta de energia. Gostaríamos de ver menos retórica e ameaças, mas esta é uma escolha deles." A secretária de Estado elogiou a recente reunião de líderes latinoamericanos em Cancún em fevereiro, que não contou com a presença americana.

"Reconheço que existe a necessidade de os países se reunirem em formatos diferentes dos que existiam. Vemos a cooperação entre estes países como positiva."

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