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05/03/2010 - 21h39

EUA tentarão bloquear resolução sobre 'genocídio' de armênios

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou, nesta sexta-feira, que o governo de Barack Obama vai tentar bloquear uma resolução aprovada por um comitê da Câmara que classifica de "genocídio" o assassinato em massa de armênios por turcos otomanos durante a Primeira Guerra Mundial.

"Nós somos contra essa decisão. Acreditamos que o Congresso dos EUA não tomará nenhuma decisão sobre esse assunto", afirmou.

A medida foi aprovada na quinta-feira pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara por 23 votos a 22. Na sequência, o texto deveria ir a plenário.

Logo após o anúncio da aprovação, o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, condenou a decisão que "acusa a nação turca de um crime que não cometeu". Erdogan chamou seu embaixador em Washington para consultas.

A Turquia, um importante aliado dos Estados Unidos na Otan, já havia advertido que a aprovação da resolução poderia prejudicar as relações bilaterais.

Em 2007, a Comissão já havia aprovado uma moção semelhante que acabou sendo arquivada antes da votação na Câmara depois da pressão do governo de George W.Bush.

Obama, no entanto, havia prometido, durante a campanha para Presidência, que classificaria o suposto massacre como genocídio.

A secretária de Estado reconheceu a mudança de opinião do governo de Obama e afirmou que "as circunstâncias mudaram de maneira significativa".

Polêmica A decisão do comitê da Câmara americana causou polêmica porque entrou em um ponto espinhoso da história de turcos e armênios.

Comunidades armênias em várias partes do mundo lutam há décadas para que o suposto massacre de seu povo pelos turcos otomanos entre 1915 e 1922 seja reconhecido como o primeiro genocídio do século 20.

A Turquia reconhece que muitos armênios morreram, mas afirma que as mortes fazem parte do histórico de vítima da Primeira Guerra Mundial.

Em outubro do ano passado, Turquia e Armênia assinaram um acordo para normalizar as relações entre os dois países depois de um século de hostilidade.

A Armênia se tornou uma república da antiga União Soviética em 1920 e manteve relações diplomáticas com a Turquia apenas como parte da URSS.

Desde sua independência, em 1991, o país exige que a Turquia reconheça o que diz ter sido um "genocídio".

Pelo acordo assinado em 2009, um comitê independente de historiadores seria formado para estudar as mortes.

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