UOL Notícias Notícias
 

05/03/2010 - 16h27

Presidente eleito do Chile quer mudar sistema de alerta de emergências

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, sinalizou nesta sexta-feira que deve submeter a uma mudanças o sistema de alertas de terremotos e maremotos do país, após tremores e tsunamis que teriam matado cerca de 800 pessoas desde o sábado passado.

"Após os acontecimentos desta semana, anunciaremos a mudança de todo nosso sistema de alerta precoce. Partindo também pela melhor coordenação, que contará com as Forças Armadas, que tem experiência neste setor e a profunda reavaliação do Onemi (Escritório Nacional de Emergência, na sigla em espanhol)", disse Piñera, que toma posse na próxima quinta-feira.

Segundo ele, o seu governo será o da emergência e da reconstrução do país, após o desastre. "Nosso governo não será o governo do terremoto, mas da reconstrução", afirmou.

As declarações foram feitas no Palácio presidencial La Moneda, logo após reunião de Piñera com a presidente Michelle Bachelet e seus ministros.

Bachelet revelou que eles decidiram fazer uma transmissão de governo "austera e tranquila", devido a "catástrofe" que afetou o país.

"O que importa agora é a união. As diferenças políticas ficam em segundo ou terceiro plano. Devemos estar unidos diante do imenso desafio de reconstruir o país", disse.

Segundo ela, interessa às diferentes linhas políticas que o "mundo inteiro se dê conta que Chile é um país democrático e sólido".

Novo terremoto
Também nesta sexta-feira, uma das áreas mais afetadas pelos tremores no Chile enfrentou mais um forte terremoto secundário, de magnitude 6,6, segundo agência geológica americana (USGS, na sigla em inglês).

Essa foi uma das mais fortes réplicas registradas desde o terremoto de sábado, de magnitude 8,8, que gerou tsunamis e grande destruição.

O tremor desta sexta-feira atingiu novamente a cidade de Concepción, com o epicentro no mar, 30 km ao noroeste da cidade e a 33 km de profundidade.

Logo depois desta nova réplica, o Serviço de Alerta de Tsunamis do Pacífico descartou o risco de tsunami, o que foi ratificado pela Marinha chilena.

Desde o grande tremor do último sábado, foram registradas várias réplicas e uma delas de 6,9 de magnitude também ocorreu nas águas em frente a Concepción.

Outros tremores foram percebidos, nesta sexta-feira, em Constituición, outra área devastada.

Desencontro de informações
O novo tremor ocorre num momento de fortes questionamentos no país sobre os desencontros de informações e as ações realizadas pelos organismos responsáveis por alertar a população para situações de emergência, principalmente o Onemi.

Primeiro, o comando da Marinha disse ter informado duas vezes o organismo sobre alertas de tsunamis e que o organismo não levou o alerta adiante. Por outro lado, a Marinha também não pediu à presidente Michelle Bachelet que levasse a medida de alerta adiante.

Novo desencontro de informações surgiu nesta sexta-feira. Desta vez, existiriam diferenças entre os números do Exército e o Onemi em relação ao total de vítimas fatais na região de Maule, a mais atingida pelos tsunamis e onde estaria o maior número de mortos.

Numa das localidades desta região teriam contabilizado como mortos pessoas ainda desaparecidas. Para o Exército, em vez de 587 seriam 316 falecidos na área.

Com isso passou-se a duvidar, na imprensa local, do total de 802 mortos informados pelo Onemi e pelo governo. Mas existem corpos não identificados. "Vamos esperar e ver tudo com calma", disse a presidente Michelle Bachelet.

Em meio à polêmica, a Marinha chilena destituiu nesta sexta-feira o comandante do Serviço Hidrográfico e Oceânico, capitão Mariano Rojas Bustos, considerado responsável por não ter sido emitido um alerta de tsunami após o tremor de magnitude 8,8.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    13h39

    0,50
    3,173
    Outras moedas
  • Bovespa

    13h45

    0,34
    74.695,43
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host