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05/03/2010 - 16h48

Violência marca protesto contra plano econômico na Grécia

Manifestantes entraram em confronto com a polícia na capital da Grécia, Atenas, nesta sexta-feira durante protestos contra o plano de austeridade econômica anunciado pelo governo para tentar conter a crise financeira no país.

A violência explodiu quando o líder do maior sindicato grego Yannis Panagopoulos foi atacado por três pessoas durante seu discurso à multidão.

Logo após o ataque, imagens de tevê mostraram a polícia atirando gás lacrimogêneo contra o veterano político de esquerda Manolis Glezo, que tem mais de 80 anos de idade.

Glezos é um dos maiores ícones políticos gregos, e se tornou conhecido durante a 2ª Guerra Mundial, quando escalou os muros da Acrópole para retirar o símbolo da suástica durante a ocupação nazista.

Além dos protestos, outras manifestações estão previstas contra o plano de austeridade do governo. As duas maiores centrais sindicais gregas convocaram uma greve geral para o próximo dia 11, alegando que o plano seria "antipopular" e "bárbaro".

Uma pesquisa de opinião sugeriu que 90% dos gregos são contra o plano aprovado pelo Parlamento grego, que inclui aumento de impostos, congelamento de pensões e corte de gastos. A meta do governo é reduzir o risco de a Grécia não conseguir pagar suas dívidas.

Encontro Nesta sexta-feira, o premiê grego, George Papandreou, se encontrou com em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir formas de a Grécia sair da crise financeira.

Em uma coletiva de imprensa após o encontro, a chanceler afirmou que a Grécia não precisa de ajuda financeira.

"A Grécia não pediu ajuda financeira. A estabilidade da zona do euro está atualmente garantida. Como resultado, a questão (da ajuda à Grécia) não está sendo feita e estou ainda otimista de que não será feita".

Havia expectativa de que a Alemanha, a maior economia da Europa, pudesse oferecer ajuda financeira ao governo grego para prevenir o colapso da economia na Grécia, o que seria desastroso para toda a zona do euro. Mas esse tipo de ajuda encontra grande oposição na Alemanha.

Pesquisas mostram que a grande maioria dos alemães se opõe à ideia de resgate financeiro por principío e para evitar a abertura de um precedente.

Jornais alemães publicaram editoriais críticos acusando os gregos de suposta corrupção e gastos desnecessários. Alguns aliados da chanceler Angela Merkel chegaram a sugerir que a Grécia deveria vender algumas de suas ilhas para pagar as dívidas.

Nesta sexta-feira, o premiê Papandreou afirmou que esta não seria uma opção.

Merkel ainda elogiou as medidas tomadas pelo governo grego, mas afirmou que o país deve "fazer mais do que frear seu déficit orçamentário" e sugeriu uma modernização da economia. Calcula-se que a Grécia precisará conseguir US$ 70 bilhões em empréstimos para saldar suas dívidas deste ano. Na quinta-feira, o governo lançou bônus que foram bem recebidos pelo mercado.

A Grécia sugeriu que pode recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas analistas afirmam que outros países da União Europeia são contra a ideia, preferindo que o bloco resolva seus problemas financeiros.

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