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06/03/2010 - 10h38

Atentado na véspera da eleição mata quatro no Iraque

Um atentado a bomba na cidade sagrada de Najaf, no Iraque, matou quatro pessoas e deixou pelo menos 50 feridos na véspera das eleições parlamentares, informaram as autoridades.

A explosão atingiu dois ônibus que transportavam peregrinos iranianos e iraquianos para o santuário de Imam Ali, neste sábado de manhã.

O ataque ocorreu apesar de a segurança ter sido reforçada no país por causa da votação deste domingo.

Dezenas de pessoas morreram nos últimos dias, com o crescimento da tensão sectária antes da eleição para o Parlamento do Iraque, a segunda desde a queda de Saddam Hussein em 2003.

A sexta-feira foi o último dia de campanha no país e muitos residentes estão nervosos porque a segurança está nas mãos apenas das autoridades iraquianas.

Com três mil pessoas assassinadas por ano somente em Bagdá, alguns afirmam que a situação da segurança agora é pior do que quando os Estados Unidos tinham o controle.

Votação antecipada
Na quinta-feira, 14 pessoas foram mortas em atentados a bomba em duas seções eleitorais, onde estava ocorrendo votação antecipada.

Centenas de milhares de iraquianos expatriados já começaram a votar antecipadamente, antes do domingo, o principal dia de votação.

A agência da ONU para refugiados estima que cerca de dois milhões de iraquianos moram fora do país - em sua maioria nos vizinhos Síria e Jordânia -, sendo que a maior parte deles deixou o país depois da invasão das forças aliadas em 2003.

A comissão eleitoral do Iraque afirma que há postos de votação em quase 60 cidades fora do Iraque, onde a votação está sendo realizada ao longo de três dias.

Os votos dos expatriados da Síria e da Jordânia podem ter papel decisivo na apertada corrida eleitoral, correspondendo a 10 das 325 cadeiras do Parlamento que vai formar o próximo governo.

Em entrevista à BBC, o presidente Jalal Talabani afirmou que pretende continuar no cargo, e que espera que o próximo governo seja não de unidade nacional, mas de maioria.

O primeiro-ministro, Nouri al-Maliki deve se manter no governo. A expectativa é de que ele inclua as duas grandes coalizões xiitas e os curdos, com a possível inclusão de um grupo sunita, deixando o restante na oposição.
A questão, no entanto, é se Maliki conseguirá atrair esta minoria sunita para seu governo e fazer com que eles sintam que têm voz nas decisões sobre o futuro político do Iraque.

A ausência dos sunitas tornaria mais difícil a aceitação do Iraque no resto do mundo árabe, do qual o país era parte integrante quando liderado por Saddam Hussein, um sunita.

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