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06/03/2010 - 17h28

Secretário da ONU visita Chile e promete infraestrutura temporária

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, visitou neste sábado a cidade de Concepción, no Chile, na região mais castigada pelo terremoto que atingiu o país há uma semana.

Ban viajou a bordo de um avião da Força Aérea chilena e esteve no setor conhecido como "zona zero", no centro de Concepción, onde viu o local onde um prédio de 15 andares desabou, matando pelo menos nove pessoas.

"Me faltam palavras para descrever o que sinto depois do que vi. Recordem que estamos com vocês (chilenos) e nossos corações estão com vocês", afirmou, rodeado de moradores locais, agora desabrigados.

"Os chilenos ajudaram o Haiti quando ele precisou. Agora é o momento de a comunidade internacional ajudar o Chile."
De volta a Santiago, o secretário disse que o país vai receber estruturas temporárias, como hospitais e pontes, além de mais ajuda internacional para o que for necessário.

Saúde
Ainda neste sábado, médicos atuando no apoio às vítimas alertaram que os destroços que estão sendo recolhidos e empilhados nas cidades representam um risco para a saúde pública.

Segundo eles, os casos de diarreia estão aumentando porque muitas pessoas estão tomando água não potável. Além disso, muitos aparecem feridos nos hospitais por tentarem retirar escombros sozinhos.

"Ainda estamos precisando de água, eletricidade e um sistema de esgoto que funcione", disse Gastón Saavedra, prefeito da cidade portuária de Talcahuano, que foi destruída pelo terremoto e pelo tsunami que se formou em seguida.

"Temos que remover todos os peixes que estão apodrecendo nas ruas. Precisamos de banheiros químicos. Quando começar a chover, as pessoas que estão acampadas poderão ficar doentes e espalhar infecções", completou.

O Ministério da Saúde do Chile disse que até o momento não houve surtos de disenteria nem de doenças contagiosas, e reiterou que há suficientes vacinas contra tétano e hepatite para as áreas mais atingidas pelo terremoto.

O país voltou a ser atingido por uma série de novos tremores desde o terremoto da semana passada, incluindo seis na manhã deste sábado.

Na sexta-feira, as autoridades chilenas disseram que o número de mortos é de 452, e não cerca de 800, como havia sido anunciado durante a semana.

O governo disse que contou pelo menos 271 pessoas desaparecidas como mortas, provocando a confusão.

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