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07/03/2010 - 20h29

Eleição é 'marco' na história do Iraque, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que as eleições parlamentares deste domingo, no Iraque, foram um "marco" na história do país.

"A votação de hoje deixa claro que o futuro do Iraque pertence ao povo iraquiano", disse ele em um pronunciamento na Casa Branca, após o fechamento das urnas.

Obama também elogiou a coragem dos eleitores iraquianos, que compareceram em massa aos locais de votação, apesar de ataques insurgentes que deixaram pelo menos 35 mortos.

"Hoje, diante da violência daqueles que apenas querem destruir, os iraquianos deram um passo à frente no grande trabalho que é a reconstrução de seu país", afirmou.

Ataques
Dois prédios foram destruídos por bombas em Bagdá, mas também houve explosões nas cidades de Mosul, Falluja, Baquba e Samarra
Mais de 500 mil integrantes das forças de segurança do Iraque foram mobilizados para tentar evitar que os atentados interrompessem as eleições.

No sábado, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki pediu aos eleitores que comparecessem em massa, afirmando que a ampla participação fortaleceria a democracia.

Esta foi a segunda eleição parlamentar no Iraque desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.

Cerca de 19 milhões de iraquianos estavam habilitados a votar nos candidatos de 86 facções que disputam as 325 cadeiras do novo Parlamento.

Apesar da violência deste domingo, a comissão eleitoral independente do Iraque afirmou que apenas dois dos 50 mil postos de votação foram fechados por curtos períodos em todo o país, por conta de preocupações com a segurança.

Tropas
A última eleição parlamentar, de 2005, elegeu o premiê Nouri al-Maliki com os partidos xiitas dominando a casa, e a expectativa é de que ele mantenha o cargo.

A questão é se ele vai conseguir atrair a minoria sunita para seu governo e fazer com que eles sintam que têm voz sobre o futuro político do Iraque.

O presidente Jalal Talabani, que busca um novo mandato, foi um dos primeiros a votar neste domingo, na cidade curda de Sulamaniyah. Ele afirmou que as eleições marcam um passo e um teste para a marcha iraquiana em direção à democracia.

Em uma rara aparição pública, o clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, falando no Irã, pediu aos iraquianos que comparecessem às urnas e rejeitassem a violência.

As eleições deste domingo são vistas como um teste crucial para o processo de reconciliação nacional do Iraque, antes da retirada dos militares americanos.

Obama voltou a reiterar a promessa de retirar as forças de combate americanas do Iraque até o fim de agosto, e a expectativa é de que todos os militares americanos deixem o país até o fim de 2011.

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